O histórico Teatro Sete de Setembro de Penedo

A cidade do Penedo, no Estado de Alagoas, está localizada ao sul, à margem esquerda do Rio São Francisco.
O início da população vem da primeira metade do século XVI. Alguns historiadores chegam a afirmar que começou a partir de 1522, com a pirataria do pau-brasil. Todavia, para nós vem do ano de 1545, quando Duarte Coelho Pereira fez a sua viagem de reconhecimento dos limites de sua Capitania de Pernambuco. Lá encontrando algumas cabanas ordenou fossem as mesmas restauradas. A data, contudo, de caráter oficial vem de 1560, pois, foi aí que Duarte Coelho de Albuquerque, o novo, visitando a região sanfranciscana para conter os índios Caetés determinou a construção de uma “Feitoria” que era o sinal de posse.
O povoado cresceu economicamente com plantio de arroz, mandioca e fumo, vindo em seguida a pecuária.
Logo cedo a região foi evangelizada pelos Jesuítas e missionários itinerantes “franciscanos e capuchinhos“, rasgando o vasto sertão. Somente em 1660 os franciscanos deram início à construção do monumental convento e igreja que é um relicário de arte barroca. Outras igrejas belas e de expressão artística surgiram, como sejam a das Correntes, de São Gonçalo Garcia dos Homens Pardos e a do Rosário dos Pretos.
Penedo apresenta uma paisagem colonial. Todo o seu casario dentro do sítio histórico é de uma linha colonial bem expressiva.
O seu porto navegável foi o responsável pelo crescimento do povoado que se tornou Vila em 12 de abril de 1636 com o nome de “Vila do Penedo do Rio São Francisco“, tendo a alcunha de “sempre leal e valorosa“.
Foi palco das lutas contra os holandeses que chegaram em 1637 e foram desalojados em 19 de setembro de 1645, tendo à frente o valoroso Valentim da Rocha Pita. Os penedenses sempre estiveram unidos aos grandes acontecimentos cívicos, tendo participação honrosa da Revolução de 1817 em Pernambuco.
Ao lado dos fatores econômicos e políticos, mister se faz, notar que houve uma evolução no campo cultural e artístico.

Teatro Sete de Setembro, em Penedo, no ano de 1922
O gosto pela música foi sempre uma constante na vida do Penedo. Esse pendor musical nasceu dos compositores sacros: Frei José de Santa Ingrácia e Capistrano de Mendonça. Outros valores seguiram: Manuel Nunes, Isac Newton de Barros Leite, Manoel Tertuliano, chamado de “Manoel Baixo”, Henrique Tomaz, Manoel Tertuliano Filho o conhecido professor “Bem-Bem”, Júlio Catarina, Milú Modesto, Amélia Papini Goes e outros.
Penedo vivia em um ambiente soprado pelas Musas. Pelo ano de 1864 desembarca um viajante português, cujo nome era Manoel Pereira Carvalho Sobrinho. No comércio penedense pontificava a colônia portuguesa. Veio para tratar de negócios do seu tio proprietário de importante firma baiana. O jovem Carvalho Sobrinho, elegante, simpático e falante, teve muita facilidade de fazer um rápido relacionamento. Como é natural, logo se definiu a morar em Penedo. Em seguida veio um namoro com uma jovem da terra. Seu tio não aceitou a ideia de casamento e determinou que ele retornasse a Salvador. Não aconteceu o regresso, pois o jovem resolveu contrair matrimônio. A sua esposa viveu apenas um ano. Carvalho Sobrinho estava viúvo, porém, sempre vivo, demonstrando uma atividade extraordinária para o comércio continuava a viver. Com certo tempo veio a contrair núpcias com a senhorita penedense Ana Joaquina Pinheiro, filha do Cel. Francisco Antônio Fernandes Pinheiro. Carvalho Sobrinho era detentor de um poder de planejamento e execução de tarefas que fazia pasmar. Logo viu que Penedo era um campo para o crescer da “arte“. Veio a ideia de fundar uma sociedade diante do sentir filarmônico da gente penedense. Convocou amigos e colegas de profissão, vindo a fundar no dia 16 de agosto de 1865 a SOCIEDADE PHYL’HARMONICA SETE DE SETEMBRO. Essa novel sociedade nasceu sob auspícios de Nossa Senhora da Conceição. O objetivo maior era fomentar o gosto pela arte de “Euterpe“, todavia com o tempo outras tendências foram ganhando corpo.

Emblema da Imperial Sociedade Filarmônica Sete de Setembro
Inicialmente essa sociedade abrigou-se em um velho sobrado na rua da Praia, hoje Avenida Comendador Peixoto. Daí foi para o Sobrado das Figuras que não mais existe. Não demorou muito e foi deslocada para o sobrado na atual praça Floriano Peixoto de propriedade da Santa Casa de Misericórdia, permanecendo ali, desde 1877 até 1891, quando foi para o salão nobre do Teatro Sete de Setembro.

Teatro Sete de Setembro na Rua Floriano Peixoto, em 1922
O fazer teatro em Penedo foi algo ligado à vocação artística de sua gente. Já em 1876 temos notícia de apresentações teatrais no trapiche da Companhia Pernambucana na rua da Praia. Era o primeiro teatro penedense improvisado, embora de construção lacustre. Ao lado do convento havia um salão onde fora também local de representações teatrais. Observando a vocação do penedense para a arte de João Caetano, resolveu construir um Teatro conforme a cidade merecia. Em reunião de 6 de maio de 1878 viu a sua ideia aprovada pelos amigos. Criou uma Sociedade de Ações e nomeou um Conselho Honorário tudo isso se deu na Assembleia Geral de 28 de novembro do mesmo ano.
O Conselho foi constituído dos seguintes cidadãos: Antônio Couto Norberto, José Teixeira, João de Lemos Gonzaga, Antônio Pedro do Carmo, Paulo Leite Ribeiro Filho e o Carvalho Sobrinho.
Daí em diante a luta começou. Veio logo a ideia do local para a construção do prédio. Escolheram um terreno situado na esquina do muro do Convento. Os frades não aceitaram. O Superior do Convento Frei Francisco negou-se para aforar o terreno. Carvalho Sobrinho não ficou conformado e apelou para o capitão José Joaquim de Almeida Leite Sampaio que era amigo do frade. Nada feito. Nesse Impasse surgido, o sócio e membro do Conselho, o sr. Norberto José Teixeira lembrou que fosse feito um requerimento à Irmandade de São Gonçalo Garcia, solicitando o aforamento do terreno junto ao jardim do sobrado que fora doado à Santa Casa de Misericórdia pelo padre João de Lemos no largo de São Gonçalo Garcia, hoje Praça Floriano Peixoto. Carvalho Sobrinho não aceitou e novamente tentou o terreno que era de propriedade do Convento. Mais uma vez veio de Salvador a negativa.
Não havia mais por esperar. Foi vitoriosa a ideia de Norberto José Teixeira. Em agosto de 1878 Carvalho Sobrinho cobriu o lance na arrematação do aforamento com a quantia de 10 réis, ficando a Empresa do Teatro obrigada a pagar o foro anual de 20$000 para a Irmandade. Em vista do terreno ser pequeno houve necessidade de comprar mais 20 palmas ao Dr. Sócrates que recebeu a quantia de 300$000. Em 30 de outubro de 1878 fundou a Biblioteca e Salão de Leitura da Sociedade.
Liberado o problema do terreno um outro surgiu. Era desta feita a planta do teatro. Carvalho Sobrinho procurou levar para um papel mais ou menos os traços e em seguida procurou em Maceió o engenheiro italiano Luiz Lucariny que, finalmente, desenhou a planta definitiva dentro dos moldes do estilo neoclássico, inspirando-se nos modelos italianos da época. A planta apresentada foi examinada pelo engenheiro dr. Reinaldo Von Kringer, chefe da estrada de ferro de Paulo Afonso que disse: “feita de acordo com a ciência e por mão de mestre, achando-a económica o mais possível de muito gosto e finalmente um trabalho digno de merecidos elogios“.

Teatro Sete de Setembro nos anos da década de 1920
No dia 16 de dezembro de 1878 foi aprovada a planta pela Câmara e concedida a licença para a construção do Teatro. Em outra sessão da Câmara de 26 de outubro de 1882 foi aprovado o pedido da sociedade de uma subvenção anual de 500$000 pela Lei nº 882.
Toda a comunidade ficou sensibilizada e procurou ajudar com leilões, quermesses e outros movimentos. Por intermédio do dr. Manuel Clementino do Monte, Deputado Estadual, o Governo da Província concedeu um empréstimo de “cinco contos”, posteriormente perdoado.
A situação econômica era bem séria, o que levou aos dirigentes da Sociedade a solicitarem um auxílio ao penedense Francisco Inácio de Carvalho Moreira, Barão do Penedo, então Ministro do Brasil na Inglaterra. O filho da terra atendeu ao pedido e em carta assim se expressou: “Agradeço ao digno diretório o haver se lembrado de mim, e nesta ocasião providencio para que do Rio de Janeiro seja remetida a V.S. a quantia de um conto de réis, que ofereço a essa Imperial Sociedade, cuja aplicação será como melhor parecer“…
A essa altura os trabalhos andavam e a Sociedade Phyl’harmonica Sete de Setembro já era proprietária do novel prédio, isso porque os sócios da Empresa eram também sócios da sociedade e fizeram a doação de suas ações sendo algumas restantes compradas.
A Sociedade Phyl’harmonica Sete de Setembro por razões de ajuda ao movimento quando de uma epidemia no Rio de Janeiro, enviando donativos, mereceu do Augusto Imperador Pedro II o nobre título de Imperial: “Sua Majestade, o Imperador há por bem conceder o uso do título de Imperial à Sociedade Phyl’harmonica Sete de Setembro, fundada na cidade do Penedo, Província das Alagoas. Palácio do Rio de Janeiro, em 30 de outubro de 1877“.
Como vemos o título de Imperial fora concedido à Sociedade e não ao teatro.
Chegou, finalmente, o dia desejado. Era 7 de setembro de 1884, quando em noite de gala, foram abertas as portas do Teatro para a encenação da peça “O Violino do Diabo“, tirada do romance do mesmo nome pelo médico Agnelo Leite.

Teatro Sete de Setembro na década de 1910, já transformado no Cinema Ideal. No prédio também funcionou a Tipografia Novo Mundo, de Abelardo Brandão, e a Confeitaria e Café Ideal
Naquela velha Casa de Cultura, a mais antiga do Estado, desfilaram nomes altamente qualificados do mundo teatral. Houve em Penedo um verdadeiro renascer para a arte teatral e outros segmentos.
Haveria de chegar a Penedo o Cinema. Com ele viria um arrefecimento da arte teatral. Entre 1904 e 1905 o cidadão Eudócio Sampaio alugou o salão do teatro para exibir as “Vistas Cinematográficas“. Em 1912 foi inaugurado o Cinema Ideal, como diziam a cidade ganhou um Cinema, mas perdeu o seu teatro.
Passou essa fase em que o teatro servia de cinema. Como resultado o prédio ficou deteriorado. Em 1959 a cidade deveria receber uma agência bancária. Era um interesse da comunidade abrir as suas portas para a instalação de mais uma agência bancária. Todavia, nunca com a mutilação do Teatro Sete de Setembro. Era o Banco Econômico da Bahia S.A. Houve interesse pelo Teatro transformando-o em agência de banco. Tomamos conhecimento e logo encetamos uma luta contra tão absurda ideia. Todos os domingos pela nossa coluna no jornal O Apóstolo clamávamos contra tão lamentável ideia. A coisa funcionou.

Carnaval da Filarmônica Sete de Setembro no seu Teatro em 1966
Resolvi criar um grupo teatral de amadores. Convidei o intelectual e professor Mauricio Gomes para me ajudar na séria cruzada. Recebi a sua decisiva adesão e de outros amigos, surgindo a UNIÃO TEATRAL DE AMADORES DE PENEDO — UTAP. Iniciamos a campanha de restauração do velho Teatro que nos foi possível pelo convênio feito com a sociedade para uso do mesmo. Recebemos ajuda dos Governos Federal por intermédio do senador Freitas Cavalcanti, Governo do Estado na pessoa do governador Muniz Falcão e da Prefeitura na pessoa do prefeito Hélio Lopes. Houve uma verdadeira mobilização das forças vivas da comunidade penedense. Finalmente reabrimos o Teatro com a peça “RECALQUE” sob a direção de Linda Mascarenhas. Em seguida o nosso grupo apresentou de Arthur de Azevedo “O DOTE” e outras… Restaurou-se um crescente movimento do amadorismo teatral em Penedo. Todavia, no carnaval de 1961 surgiu um impasse lamentável. Os sócios da Filarmônica entenderam de fazer o carnaval dentro do teatro. Tivemos que aceitar com a promessa de que na quarta-feira de cinzas tudo seria retirado. Nada foi feito o ringue continuou, originando-se um maior desentendimento possível entre a Filarmônica e a UTAP. Tivemos que parar e como resultado o Teatro Sete de Setembro, o mais antigo das Alagoas, aí está (1982) em situação precária, clamando pela sua restauração.

Teatro Sete de Setembro em 1909
No século passado surgiu um Carvalho Sobrinho sonhou com Teatro em Penedo e o fez. Agora um outro valor se “alevanta” o Prefeito Dr. Raimundo Marinho que com coragem e amor à terra, chão onde nasceu, consegue permutar o Sete de Setembro com uma sede nova onde está instalada a Imperial Sociedade Filarmônica Sete de Setembro. Esse fato foi possível graças à Lei nº 824 datada de 12 de agosto de 1982 que fez do Teatro um próprio da municipalidade, favorecendo assim uma movimentação para sua restauração.
Aí está o grande desafio da comunidade penedense e dos Governos da União, do Estado e do Município. Deve haver um somatório de esforços do contrário Alagoas perderá a sua mais antiga Casa de Teatro. O Teatro Sete de Setembro em suas linhas neoclássicas é um marco de cultura que medrou na região sanfranciscana, honrando as nossas tradições culturais.

Teatro Sete de Setembro após a restauração de 2017
NOTAS COMPLEMENTARES
Editoria do História de Alagoas
Não se sabe a data precisa da chegada de Manoel Pereira de Carvalho Sobrinho em Penedo, mas 1860 já estava por lá. Também não foi possível identificar quem foi sua primeira esposa e quando ela faleceu. A segunda esposa foi Anna Joaquina Pinheiro (de Carvalho), filha de Maria Roza de Oliveira Besouro (faleceu em 12 de maio de 1896 aos 85 anos de idade).
Trouxeram ao mundo:
Ana Pereira Carvalho – nasceu em 25 de fevereiro de 1871, em Maceió. Foi batizada em Penedo, no dia 14 de maio de 1871. Casou-se com o baiano Hercílio Augusto da Silva primeiro escriturário da Alfândega de Penedo. Faleceu aos 30 anos de idade em 2 de maio de 1894.
Lydia Augusta Pinheiro de Carvalho – nasceu no dia 20 de abril de 1901 em Penedo e casou-se com Antonio da Silva Costa.
Manoel Pereira de Carvalho Sobrinho – nasceu em Penedo no dia 26 de janeiro de 1873.
Emília Pereira de Carvalho Sobrinho – nasceu em Penedo no dia 29 de abril de 1874.
Anna Joaquina Pinheiro de Carvalho faleceu em 9 de maio de 1905, já viúva de Carvalho Sobrinho.

Carvalho Sobrinho, em 1869, era sócio de Paulo Leite Ribeiro em um “estabelecimento à vapor e com acessórios para a manipulação, descasque e aperfeiçoamento da indústria de arroz, extração de azeite de mamona e óleo de rícino, e outras, serraria de madeira e descaroçamento de algodão. A firma era a Carvalho Sobrinho & Cia, com capital de 10.000$000” (investimento exclusivo de Carvalho Sobrinho).
Em 1876, era proprietário da tipografia Carvalho Sobrinho & Cia, onde se imprimia o Conservador Penedense, órgão do Partido Conservador em Penedo. O Conservador Penedense foi criado em dezembro de 1875 pelo coronel Joaquim Patury. No ano seguinte (7 de janeiro de 1877), Carvalho Sobrinho fundou O Noticiador, periódico noticioso, comercial, agrícola e imparcial. Voltou a circular, em segunda fase, em outubro de 1890. Era impresso na sua Tipografia Luso Brasileira, na Praça Tavares Bastos.
Entre seus negócios, também foi agente de seguro. Estava estabelecido no Beco da Cortesia, nº 2.
Em fevereiro de 1884 solicitou destrato da sociedade que tinha com José de Faria Lobo, assumindo assim a posse do estabelecimento e do ativo, obrigando-se com o passivo.
Foi também sócio da Companhia Industrial Penedense.
Quando faleceu, em sua homenagem a travessa no oitão do Mercado e em frente ao cinema foi denominada como Travessa Carvalho Sobrinho.
Teatro Sete de Setembro após a restauração de 2017.
O próprio Ernani Méro, em seu livro “História do Penedo”, de 1974, revela que antes do Teatro Sete de Setembro existiu em Penedo o Teatro São Francisco:
“Funcionava na atual casa residencial ao lado da Ordem Terceira masculina, desaparecendo em 1884 com o surgimento do Teatro Sete de Setembro. Segundo a opinião do Sr. Hortêncio Porto, exímio flautista, a última peça encenada foi “Maria Olaia“. Ali verdadeiros valores da arte cênica fizeram teatro, entre eles: Leônidas Souza (Lula), Cesário Procópio, Gerônimo Oliveira, João Nicolau, Osmundo Lima e outros”.
O Almanak da Província das Alagoas de 1880, assim descreveu a Imperial Sociedade Philarmonica Sete de Setembro:
“Esta sociedade foi fundada em 16 de agosto de 1865 para aperfeiçoamento da arte musical e proporcionar às famílias toda sorte de diversões honestas.
A ela se acha filiada uma outra sociedade denominada Terpsichore para desenvolvimento da dança.
Não se há limitado a Sociedade Phylarmonica aos fins a que se propôs; tem ido mais além, não só libertando a infelizes criaturas a quem a sorte fez escravas, como auxiliando a realização de quaisquer ideias grandiosas em benefício da humanidade.
Está promovendo a construção de um elegante teatro cujas obras se acham em andamento.
Em 30 de outubro de 1878 instalou um gabinete de leitura”.
No Gutenberg de 13 de março de 1881:
“Theatro Sete de Setembro. — No dia 23 de Janeiro p. findo às 6 horas da tarde teve lugar, na cidade do Penedo, a festa da elevação da cumieira deste novo edifício, que ali está construindo a Imperial Sociedade Phylarmonica Sete de Setembro.
Compareceram no ato muitas famílias e pessoas gradas, em cujas fisionomias se liam profundas demonstrações de júbilo pela realização de tão alto cometimento que vai dotar a esperançosa cidade do Penedo de um edifício de tanta magnitude.
A banda de música da Imperial Phylarmonica tocou escolhidas peças durante a solenidade.
No ato da elevação oraram os snrs. acadêmico Hermino Augusto M. Lemos, Bernardino Canuto e professor Manoel Jacome Calheiros.
Cumprimentamos à distinta Sociedade Phylarmonica e particularmente ao seu zeloso secretário e nosso consócio, o sr. Manoel Pereira de Carvalho Sobrinho, que incansável se tem mostrado, promovendo com grande solicitude a realização d’aquela empresa”.
Carvalho Sobrinho foi secretário da Imperial Sociedade Phylarmonica Sete de Setembro por muito tempo.
Em 4 de outubro de 1889, Carvalho Sobrinho foi titulado pelo Imperador com a Comenda de Cavaleiro da Ordem da Rosa. Dias depois o Império desmoronou e surgiu a República, anulando todas as condecorações.
Foi ele o autor da famosa fotografia dos negros malês de Penedo.
Sem funcionar com atividades dramáticas desde 1961, o Teatro chegou a ser declarado em ruínas. Somente começou a ser restaurado no início de 2016, quando a Prefeitura de Penedo conseguiu aproximadamente R$ 4,5 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Cidades Históricas) para esse fim. Foi reaberto em 16 de setembro de 2017.
As quatro estátuas de louça de Santo Antônio do Porto no alto do frontispício do Teatro representam as musas filhas de Zeus e de Mnemósine, Clio (história), Melpomene (tragédia), Euterpe (música) e Terpsicore (dança).
Fonte: historiadealagoas.com.br