Suja e poluída Praia do Peba compromete a área de preservação ambiental (APA).

Uma praia suja torna-se um cartão de visita negativo para quem chega. Principalmente turistas.

A Praia do Pontal do Peba, em Piaçabuçu (AL), não é de agora  que enfrenta problemas crônicos de poluição, com acúmulo de lixo, resíduos plásticos e relatos de tráfego intenso de veículos na areia. A situação compromete a área de preservação ambiental (APA), que é local de desova de tartarugas, gerando queixas sobre sujeira e impacto ecológico.

Relatos de pessoas de pessoas preocupadas com o meio ambiente, descrevem a praia com grande quantidade de detritos, incluindo plástico e sujeira, apesar de ações de voluntários que já chegaram a recolher quase 100 kg de resíduos em mutirões.

Carros e motos circulam na faixa de areia, o que é proibido, gerando riscos aos banhistas e prejudicando ninhos de tartarugas.

O Ministério Público Federal (MPF) tem atuado para impedir o tráfego de veículos e garantir medidas de proteção ambiental, observando que, mesmo com decretos municipais, o trânsito na areia persiste.

Apesar da sujeira, mutirões de limpeza organizados por voluntários, projetos ambientais e prefeitura são realizados, recolhendo resíduos sólidos na área da Foz do Rio São Francisco. A prefeitura local realiza limpezas pontuais, especialmente em períodos de grande fluxo de turistas. A população precisa colaborar! Afinal, o espaço é para servir a ela mesmo.

Neste sábado, início de carnaval, recebemos de populares fotos já mostrando o quadro de sujeira já instalado por aquela área!  Muito copos descartáveis, depósitos de manteigas, garrafas de sucos e água.  Um verdadeiro cartão de visita negativo.  O que está faltando mesmo é falta de consciência por parte das pessoas que usam a praia para seus momentos de lazer.

Por redação C/ Tripadvisor

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Um Comentário

  1. A gestão da Área de Proteção Ambiental de Piaçabuçu, unidade administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vem prestar esclarecimentos objetivos quanto às providências adotadas.

    É importante pontuar que:

    🔹 A execução de serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos é atribuição legal do ente municipal.
    🔹 A APA exerce competência de ordenamento e fiscalização ambiental, não sendo órgão executor de serviços urbanos.

    Quando a atual gestão assumiu a condução da unidade, o TAC nº 01/2026 já se encontrava formalizado.

    Diante da necessidade de assegurar o efetivo cumprimento das obrigações ali previstas — obrigações estas existentes desde 2016 — a atual gestão adotou providências institucionais adicionais.

    Foi apresentada representação ao Ministério Público Federal, a qual já se encontra em tramitação na Justiça Federal, com o objetivo de garantir a observância das responsabilidades pactuadas e a proteção efetiva da unidade de conservação.

    Portanto:

    ✔ A atual gestão não celebrou o TAC, pois este já existia quando da assunção da unidade;
    ✔ Atuou para provocar os mecanismos institucionais competentes diante da necessidade de efetividade;
    ✔ Utilizou os instrumentos legais adequados para assegurar a tutela ambiental.

    A proteção da APA exige atuação técnica, responsabilidade compartilhada e respeito às competências definidas em lei.

    A gestão permanece atuando com transparência, firmeza e dentro dos limites legais.

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