Com fala gravada de Bolsonaro, Flávio inicia corrida à Presidência

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), subiu no trio elétrico ao lado da esposa e com colete à prova de balas

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) começou a campanha com ato realizado em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, neste domingo (16/8). Ele usou uma fala gravada do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a mobilização. Flávio vestia um colete à prova de balas.

O senador escolheu o berço político do grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para dar o pontapé inicial na disputa. Como mostrado pelo Metrópoles, Flávio tem recorrido a símbolos e marcas do pai para este início da campanha.

“Eu sei que estão olhando para mim e lembrando de uma pessoa. Sei que pareço com ele, mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé. Estou com toda humildade aceitando essa missão que o presidente Bolsonaro me passou”, afirmou.

“Eu sempre disse que não precisa ter medo de Bolsonaro. Só precisa ter respeito. Bolsonaro nunca foi uma ameaça para a democracia. Nós sempre fomos o último obstáculo para que este país não virasse uma ditadura de uma vez por todas”, alegou.

Neste momento, ouviu-se uma fala gravada de Bolsonaro. “Ah, se vocês soubessem o poder que vocês têm: o poder de mudar o mundo e transformar o nosso Brasil. O amor, o patriotismo e a entrega não têm preço”, falou o ex-presidente.

O bolsonarista subiu em um trio elétrico por volta das 11h30 ao lado da esposa, Fernanda; do candidato a vice, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL); e do candidato ao governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas (PL).

Flávio se juntou a aliados, como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

“Soberania”

O candidato usou o tempo de fala para mirar um dos principais motes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é a defesa da soberania nacional. O senador disse que o atual governo não tem soberania sobre o próprio território, citando o avanço de facções criminosas.

“Quem tem soberania aqui no Complexo do Alemão? O governo ou o Comando Vermelho? Um governo que não tem a capacidade nem a vontade de defender a soberania de quem mora aqui no Brasil, que não tem condições de manter a soberania sobre o próprio território? Ou está fechado com o crime ou e muito incompetente”, ressaltou.

O senador voltou a dizer que vai classificar facções criminosas como organizações terroristas e se mostrou estar alinhado com o governo dos Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, no tratamento a esses grupos. Flávio ainda voltou a criticar a relação entre Lula e os EUA.

“O atual governo é um governo que briga com todo mundo, mas briga com quem está longe. Com países que estão a milhares de quilômetros de distância, enquanto o governo não briga com bandido, com estuprador”, ressaltou.

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