Cláudio Regis, o velho mais querido de Penedo, partiu!

O véio mais querido de Penedo, nosso querido Cláudio Regis, partiu. E deixa daquele jeito que os bons vivants ribeirinhos sabem deixar: muita história, alegria, sagacidade e saudade.

Artista nato, tive a honra de tê-lo no meu primeiro longa, Frames de Uma Promessa, filme que agora estamos trabalhando para circular e encontrar novos públicos. No primeiro vídeo, deixo um pequeno trecho dessa participação, que hoje ganha ainda mais significado.

O segundo registro guardo com um carinho danado. Regis me chamou num canto, quase como quem ia contar um segredo. Me presenteou com uma obra em madeira feita por ele e, de quebra, com uma música tocada num instrumento de ferro que ele mesmo havia criado. Um daqueles momentos que a gente registra sem saber que, algum tempo depois, vai virar também memória preciosa.

Ator, tocador, escultor, inventor e contador de causos nato, Regis carregava essa inteligência bem-humorada de quem sabia observar o mundo e tirar graça dele.

Penedo fica um pouco mais silenciosa sem ele. Mas ficam as histórias, as obras, as risadas e tudo aquilo que ele espalhou por quem teve a sorte de cruzar seu caminho.

Vai em paz, Regis querido. E obrigado pelo presentão, pelos causos e pela alegria.

Por  Igor Machado

Sair da versão mobile