“A conta já está alta demais”: comércio, serviços e turismo fazem apelo para que PEC do fim da escala 6×1 não seja votada antes das eleições

O fim da escala 6×1 pode elevar os custos das empresas, pressionar os preços ao consumidor, reduzir vagas formais e ampliar a informalidade, segundo alerta da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Diante do avanço no Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho, a entidade e suas 34 federações e sindicatos filiados lançaram uma campanha nacional contra a aprovação da mudança nos moldes atualmente discutidos.

Segundo a CNC, mais de 90% da mão de obra do setor terciário atua atualmente no regime 6×1. A entidade argumenta que uma mudança considerada abrupta na jornada teria impacto direto sobre os custos operacionais das empresas, especialmente entre micro e pequenos negócios, que teriam menor capacidade para absorver novas despesas.

Na avaliação da confederação, parte desse aumento de custos poderia ser repassada aos preços de produtos e serviços, pressionando a inflação. A entidade também aponta como possíveis consequências uma retração na geração de empregos formais e o crescimento da informalidade.

A campanha foi lançada neste fim de semana com o lema “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não.” O movimento busca sensibilizar os senadores que discutem a PEC e defender que eventuais alterações na jornada sejam precedidas de análise dos impactos econômicos.

Entre os argumentos apresentados, a CNC afirma que a discussão ocorre em um cenário marcado por juros elevados, crédito caro e restritivo, endividamento das famílias, inadimplência entre empresas e redução de investimentos.

Fonte cadaminuto foto reprodução

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