O ex-vereador por Maceió, vice-presidente da Associação Alagoana de Supermercados (ASA) e pré-candidato a deputado estadual pelo PSDB, Francisco Sales, criticou nesta quarta-feira (07) o péssimo serviço prestado pelas concessionárias responsáveis pelo fornecimento de água em Alagoas. Sales também pediu uma atuação mais firme dos órgãos de fiscalização diante da crise enfrentada pela população em diversas regiões do estado.
O ex-vereador por Maceió afirmou que os alagoanos convivem diariamente com falta d’água, cobranças elevadas, atendimento precário, ruas destruídas e ausência de respostas efetivas das empresas responsáveis pelos serviços. O pré-candidato citou diretamente a atuação da BRK, Verde Alagoas e Águas do Sertão, afirmando que o modelo vendido como solução acabou se transformando em sofrimento constante para milhares de famílias em diversas regiões alagoanas. “O povo paga caro e continua sem água nas torneiras. As pessoas estão cansadas de promessas que nunca saem do papel. O que foi vendido como modernização virou transtorno, prejuízo e sofrimento diário para milhares de famílias alagoanas”, declarou Francisco Sales.
Segundo ele, o governo do Estado vendeu a privatização da água como solução definitiva para antigos problemas do abastecimento em Alagoas, prometendo investimentos milionários, melhoria no atendimento e modernização completa do sistema de distribuição em praticamente todas as regiões do estado. “Prometeram um novo tempo para Alagoas. Disseram que viriam investimentos históricos, eficiência e qualidade no serviço. Mas a realidade hoje é de sofrimento, cobrança abusiva, falta d’água e cidades cada vez mais destruídas”, afirmou.
Francisco Sales declarou ainda que a população não consegue enxergar, na prática, os investimentos prometidos durante o processo de concessão dos serviços de abastecimento e saneamento implantado em Alagoas nos últimos anos pelo governo estadual. “Onde estão os milhões em investimentos prometidos? Onde está a melhoria real no abastecimento? O povo até hoje não viu aquilo que foi anunciado com tanta propaganda. O que existe é muita promessa, muito marketing e pouca solução prática”, criticou.
O pré-candidato também afirmou que obras simples realizadas pelas concessionárias frequentemente se transformam em transtornos prolongados para moradores, comerciantes e motoristas em diversas cidades atingidas pelos serviços executados pelas empresas responsáveis pelo abastecimento. “As empresas quebram ruas, abrem buracos, destroem asfaltos e muitas vezes passam semanas sem concluir os serviços. As cidades ficam esburacadas, o comércio é prejudicado e a população sofre diariamente com lama, poeira e abandono”, disse.
Sales defendeu uma atuação mais efetiva dos órgãos de controle e fiscalização diante das reclamações crescentes registradas pela população em praticamente todas as regiões do estado de Alagoas ao longo dos últimos meses. “É preciso que os órgãos responsáveis acompanhem essa situação de perto. A população precisa de respostas, fiscalização e providências. O povo não pode continuar pagando caro por um serviço que não funciona corretamente”, afirmou.
Francisco Sales também criticou o que chamou de “silêncio ensurdecedor” da Assembleia Legislativa de Alagoas diante da crise enfrentada diariamente pelos consumidores em diversas cidades alagoanas afetadas pelos problemas constantes no abastecimento de água. “É impressionante o silêncio da Assembleia diante de um problema tão grave. Falta água, sobram reclamações e a população espera posicionamentos mais firmes. Se eu for eleito deputado estadual, essa será uma das minhas principais bandeiras”, declarou.
O pré-candidato afirmou ainda que problemas semelhantes vêm sendo registrados em outros estados brasileiros que adotaram modelos parecidos de concessão dos serviços de abastecimento e saneamento básico nos últimos anos, citando inclusive a situação enfrentada atualmente por Sergipe. “Em Sergipe também existem reclamações constantes e um caos generalizado envolvendo falta d’água, com cobranças elevadas e serviços precários após o avanço desse modelo. Quando o serviço não entrega aquilo que foi prometido, o modelo precisa ser debatido e reavaliado”, afirmou.
Sales defendeu inclusive a revisão dos contratos das concessionárias caso as metas e obrigações assumidas pelas empresas não estejam sendo efetivamente cumpridas junto à população alagoana em todas as regiões atendidas atualmente pelas empresas. “Se as empresas não cumprem aquilo que prometeram, os contratos precisam ser reavaliados. O que não pode continuar é a população pagando caro e vivendo sem água, sem respeito e sem resposta”, concluiu.
