Ronaldo Lessa entra de fato na briga por uma cadeira no Senado Federal como único representante da esquerda em Alagoas. Pelo menos até o momento. Com o sinal verde dado pelo PDT, o vice-governador começará a unir suas bases.
Mesmo com nomes fortes confirmados na disputa — Renan Calheiros, Arthur Lira e Davi Filho — e ainda a possibilidade da chegada de novos nomes — JHC, Marina Candia e Alfredo Gaspar —, Ronaldo Lessa vai encarar a briga porque a candidatura faz parte da estratégia nacional do partido.
O PDT quer ampliar sua bancada no Senado e pretende lançar candidatos em nove estados, sendo cinco no Nordeste. Na região, além de Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Maranhão estão na linha de interesse do partido.
Ronaldo Lessa pode atrair os votos do eleitorado mais ligado à esquerda, atualmente sem opções de voto. Em Alagoas, o apoio do presidente Lula ao Senado ficará com Renan Calheiros (MDB), mais identificado pelo eleitor como um político do centrão.
Apesar da confirmação da pré-candidatura, Ronaldo Lessa começa o processo eleitoral de forma isolada. O vice-governador esperava contar com o apoio do senador Renan Calheiros, mas até o momento, o emedebista não bateu o martelo sobre a segunda vaga ao Senado.
Nos bastidores, o adiamento da decisão de Renan Calheiros indica que o senador aguarda futuras movimentações que podem beneficiar sua candidatura. A escolha por Lessa, se acontecer, virá em um segundo momento.
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