Encenação da Paixão de Cristo em gravatá gera polêmica nas redes sociais
Um espetáculo religioso, que reúne famílias e crianças, deve prezar pelo respeito e pela espiritualidade”, criticou uma internauta em comentário no perfil oficial da Prefeitura de Gravatá no Instagram.

A encenação da Paixão de Cristo em Gravatá (PE) em 2026, intitulada “Nossa Paixão a Luz do Mundo“, foi marcada por grande público, mas gerou polêmica. A cena do bacanal de Herodes foi alvo de críticas por “excesso de sensualidade” e figurinos ousados, dividindo opiniões entre a liberdade artística e a adequação para um público familiar, gerando intenso debate nas redes sociais. ( Prefeitura de Gravatá)
A cena do bacanal de Herodes gerou críticas nas redes sociais por ser vista como exagerada, com alguns comparando a uma performance de “gogo boys”, enquanto defensores alegaram ser uma representação artística da decadência da corte.
O espetáculo é uma tradição da cidade, encenado pelo Instituto Cultural e Ecológico Terra Agreste (ICETAG) na Semana Santa, destacando-se na cultura local.
ICETAG emite nota de repúdio
Em meio à polêmica, o ICETAG divulgou, em suas redes sociais, uma nota de repúdio às críticas que o espetáculo vem recebendo em relação ao tom e à estética adotados na sequência.
“A Nossa Paixão é um espetáculo construído com profundo respeito à narrativa bíblica, que norteia toda a obra do início ao fim. Cada cena apresentada faz parte de um contexto maior, pensado de forma cuidadosa para transmitir a mensagem da Paixão em sua totalidade. Nenhum elemento é inserido de forma isolada ou fora desse propósito”, diz o pronunciamento.
O grupo afirma que é compreensível a existência de diferentes interpretações, especialmente diante de recortes específicos, mas defende que “o espetáculo seja compreendido em sua plenitude, e não a partir de trechos desconectados de seu contexto”.
Por fim, o grupo também reforçou a importância do respeito aos artistas e a todos os profissionais envolvidos na encenação. O espetáculo reuniu cerca de 200 artistas no palco e mais de 100 pessoas na produção.
“A Paixão de Cristo, acima de tudo, é um convite à reflexão, à fé e à empatia. Que esse olhar seja conduzido com responsabilidade e respeito”, finaliza a nota.
Por redação (IA) foto Nilson Silva (SECOM)