O Theatro Sete de Setembro abriu suas portas, no sábado 28, para uma noite marcada pela celebração da cultura e da tradição literária penedense. Em sessão solene da Academia Penedense de Letras, Artes, Ciências e Cultura (APLACC), foi aprovado como novo membro da respeitada instituição o comunicador José Luiz Passos, conhecido como J. Passos.
Na mesma ocasião, também foi realizada a sessão laudatória dos irmãos Ceiça e João Rocha, em um momento de reconhecimento e exaltação às contribuições culturais prestadas por eles ao município e à região do Baixo São Francisco.
Indicado pelo acadêmico Dimas Patriota, J. Passos passou por sabatina perante os imortais da APLACC, sendo aprovado com louvor. O presidente da instituição, Moézio Vasconcelos, destacou a relevância da escolha, afirmando que o novo acadêmico é “o homem de quem a Academia precisava para o desenvolvimento e o resgate da cultura penedense e do próprio Baixo São Francisco”.
A cerimônia oficial de posse está marcada para o próximo dia 21 de março, novamente no Theatro Sete de Setembro. Após a investidura, ficará pendente apenas a definição da data da sessão laudatória, solenidade em que J. Passos discursará em homenagem a um acadêmico ainda a ser escolhido.
Trajetória consolidada na comunicação e na cultura
O ingresso de José Luiz Passos na APLACC coroa uma trajetória construída ao longo de décadas no rádio e na promoção cultural. Considerado um dos ícones do rádio alagoano, ele foi testemunha ocular do nascimento do rádio em Penedo, por meio das ondas hertzianas da extinta Emissora Rio São Francisco.
Além da atuação como radialista, J. Passos consolidou-se como Mestre de Cerimônias e palestrante reconhecido. No campo cultural, destacou-se como defensor incansável das tradições locais, especialmente por meio de seu trabalho junto ao Imperial Coro de Penedo, reforçando seu compromisso com a preservação e valorização da identidade penedense.
Com a aprovação unânime, a Academia Penedense de Letras, Artes e Cultura ganha um nome de peso, cuja história se confunde com a própria evolução da comunicação e da cultura em Penedo e no Baixo São Francisco.
Por Fábio Andrey
