Hoje eu represento Alagoas no Seminário Nacional de Elaboração do Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente, e esse momento tem um significado muito profundo na minha trajetória como conselheira tutelar.
Também tive a honra de fazer parte da construção desse plano, ouvindo os adolescentes do CPA – Comitê de Participação de Adolescentes, fortalecendo a escuta e o protagonismo juvenil, que são fundamentais na construção de políticas públicas mais justas e eficazes.
Esse processo não acontece sozinho. Ele é construído junto com militantes, profissionais e todos aqueles que lutam diariamente pela melhoria das políticas da infância e adolescência em nosso país.
E não posso deixar de expressar minha gratidão a todos aqueles que vieram antes de nós… que “limparam a pista” para que hoje possamos decolar em busca de políticas públicas cada vez mais fortes, humanas e efetivas em todo o território brasileiro.
Ser conselheira tutelar é estar na linha de frente da garantia de direitos. E para garantir direitos, é preciso conhecimento, preparo e compromisso.
Se não estivermos capacitados e não entendermos como funcionam as políticas públicas, especialmente da primeira infância, corremos o risco de não proteger como deveríamos — e até de deixar de garantir direitos.
Porque só garantimos direitos quando nos conhecemos, quando identificamos as violações e quando atuamos com responsabilidade.
Esse momento representa aprendizado, troca de experiências e fortalecimento de quem está na ponta, cuidando de quem mais precisa.
Volto com o coração cheio de gratidão, mais fortalecida e ainda mais comprometida com a proteção das nossas crianças e adolescentes.
Porque proteger a infância não é uma escolha… é um dever!
Por redação
