O deputado estadual Delegado Leonam (União Brasil) anunciou, durante sessão realizada nesta quinta-feira (25), na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), a protocolização de um pedido para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a recondução do secretário estadual de Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, ao cargo pelo governador Paulo Dantas.
Segundo o parlamentar, a iniciativa tem como objetivo apurar a decisão do Executivo estadual de reconduzir o gestor da pasta após seu afastamento em decorrência de operação da Polícia Federal que investiga supostos desvios superiores a R$ 100 milhões na área da saúde.
Em pronunciamento no plenário, Leonam afirmou que o tema não pode deixar de ser debatido pelo Legislativo estadual. “Não é possível que esta Casa se abstenha de comentar, tratar, abordar e investigar também este fato que se tornou público e hoje causa revolta a qualquer alagoano”, declarou.
O deputado também destacou que o gabinete parlamentar vem recebendo, de forma recorrente, reclamações da população relacionadas à situação da saúde pública em Alagoas. Entre os principais pontos citados estão problemas estruturais no Hospital Geral do Estado (HGE), dificuldades no atendimento em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e relatos de pacientes enfrentando longas filas à espera de assistência médica.
Durante o discurso, Leonam mencionou ainda denúncias envolvendo profissionais da saúde que estariam enfrentando atrasos salariais ou pendências no pagamento de vencimentos.
Para o parlamentar, a eventual instalação da CPI busca garantir transparência na gestão pública e respostas à sociedade alagoana, especialmente à parcela da população que depende exclusivamente do sistema público de saúde. “Essas pessoas não podem morrer nem ficar desassistidas. Precisamos dar uma resposta à sociedade alagoana”, concluiu.
Nos bastidores da Assembleia, a movimentação política em torno da CPI deve intensificar o debate entre base governista e oposição nas próximas semanas, já que a abertura da comissão depende do número mínimo de assinaturas parlamentares.
Fonte assessoria
