Após cair em pesquisas, veja estratégias de Lula para melhorar imagem

Pesquisas de opinião divulgadas nesta semana acenderam um alerta no entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os desafios que o petista enfrentará na busca pela reeleição em outubro. Levantamentos da Paraná Pesquisas e da AtlasIntel apontaram o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), numericamente à frente do atual titular do Executivo em simulações para o segundo turno.

As sondagens consolidaram um movimento que vinha se desenhando em levantamentos anteriores nos quais o candidato bolsonarista demonstrava ganhar fôlego. Diante do cenário, aliados do presidente preparam uma reação. Dirigentes petistas defendem uma ofensiva para desgastar Flávio, ao mesmo tempo em que apostam na pauta positiva para impulsionar a popularidade de Lula.

estratégia foi defendida publicamente pelo presidente do PT, Edinho Silva, durante a reunião da Construindo Um Novo Brasil (CNB), corrente majoritária petista, nessa sexta-feira (27/2). O político reconheceu a dificuldade da sigla em dialogar com a sociedade brasileira, o que favorece o crescimento do adversário.

“O Flávio Bolsonaro vira o catalisador de um sentimento antissistema e ele rapidamente organiza a base política da direita, da ultradireita e dos fascistas no Brasil”, avaliou Edinho. “E rapidamente, o que mostra um grau de organização que talvez a gente não tenha enfrentado até hoje em uma eleição presidencial, ele tem uma ofensiva jurídica e de redes sociais que nós nunca enfrentamos”, afirmou.

Aliados do presidente defendem uma forte campanha para enfraquecer Flávio. O objetivo seria mostrar conexões com o Centrão, com a milícia do Rio de Janeiro e resgatar escândalos em que ele esteve envolvido, como o caso das “rachadinhas” no período em que foi deputado estadual. A ideia inclui mobilização da militância nas ruas e nas redes sociais.

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