Pedindo licença sobrenatural ao poeta Fernando Pessoa (ele mesmo era extremamente metafísico, contrariando alguns de seus heterônimos), no Nordeste brasileiro poderíamos tomar emprestada a frase “navegar é preciso, viver não é preciso”, para acrescentar que é preciso navegar, é preciso pescar e é preciso agradecer aos céus a boa pesca. Há mais de um século, no início de janeiro, os municípios localizados no baixo São Francisco se vestem de religiosidade para comemorar a Festa de Bom Jesus dos Navegantes. Em Alagoas, é no segundo domingo do mês que abre o ano, na bela e histórica cidade de Penedo que acontece o ponto alto da comemoração. Após ser retirada da Igreja de Santa Cruz, a imagem de Bom Jesus dos Navegantes é levada em uma procissão terrestre e fluvial, percorrendo alguns dos municípios riberinhos em mais de 20 embarcações. Apesar de ser uma festa católica, desde as suas origens mescla profano e sagrado. Hoje conta com a apresentação de grupos folclóricos, corais e bandas, atividades esportivas e shows musicais, além de uma bela queima de fogos.
Para quem não conhece veja um pouco da história de Bom Jesus dos Navegantes de Penedo

TEXTO TATI MAGALHÃES-MACEIÓ-AL
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