Esses três cenários são extremamente comuns e representam grandes desafios para a segurança pública atual, frequentemente resultando em prejuízos financeiros altos e abalo psicológico para as vítimas. Abaixo, detalhamos como funcionam esses golpes e as recomendações de segurança.
Neste golpe, os criminosos utilizam dados reais de processos judiciais públicos (nomes, números de processos, nomes de advogados reais) para abordar vítimas, geralmente aposentados ou pessoas que aguardam ações trabalhistas/previdenciárias.
- Como agem: Entram em contato via WhatsApp usando fotos de advogados reais, fingindo ser do escritório de advocacia. Informam que uma causa foi ganha e que o valor está disponível, mas exigem pagamento de “custas processuais”, “taxas de liberação” ou “impostos” (IR) para que o dinheiro seja liberado.
- Alerta: Advogados, escritórios e tribunais não solicitam pagamentos via PIX ou transferências para liberar valores de processos.
- O que fazer: Desconfie de rapidez incomum. Não faça nenhum pagamento. Entre em contato com o advogado através do número de telefone que você já possuía anteriormente, não o que entrou em contato.
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2. Ameaça de Suposto Traficante (Golpe da Facção)Criminosos fingem ser membros de facções criminosas para extorquir dinheiro, muitas vezes focando em comerciantes ou pessoas que anunciam serviços na internet.
- Como agem: Ligam ou mandam mensagens dizendo que a vítima estaria “incomodando” ou sendo investigada pelo “comando” e que, para evitar represálias contra a família ou danos ao estabelecimento, é necessário pagar uma taxa de proteção.
- Alerta: Geralmente usam DDDs de presídios conhecidos ou números de outras regiões. Ameaçam com fotos de armas ou pessoas encapuçadas.
- O que fazer: Não responda às mensagens. Bloqueie o número imediatamente. Não efetue nenhum pagamento, pois o pagamento gera novas extorsões. Registre um boletim de ocorrência, de preferência virtualmente se não houver agressão física direta.
3. Prêmios de Rifas e Sorteios (Golpe do Influenciador/Falso Sorteio)Golpistas utilizam redes sociais para anunciar sorteios de carros de luxo, iPhones ou altas quantias em dinheiro, muitas vezes usando a imagem de influenciadores.- Como agem: A vítima é comunicada que ganhou, mas, para receber o prêmio, precisa pagar uma suposta “taxa de transporte”, “seguro”, “documentação” ou “liberação da Receita Federal”.
- Alerta: No Brasil, rifas são proibidas, exceto para fins beneficentes autorizados. Sorteios valiosos anunciados com preços muito baixos (ex: R$ 0,10) são fortes indícios de fraude.
- O que fazer: Desconfie de prêmios fáceis. Se não comprou, não pode ganhar. Se comprou, verifique se o sorteio possui autorização do Ministério da Fazenda. Nunca pague taxa para receber prêmio.
Recomendação Geral: Em caso de qualquer um desses golpes, realize o Boletim de Ocorrência (BO) e, caso a transferência tenha sido via Pix, acione o MED (Mecanismo Especial de Devolução) junto ao seu banco imediatamente.
Por redação C/ 7 DRP Vìdeo
