A transformação do cenário do saneamento básico em Alagoas é uma história que também está sendo escrita com a força feminina. Responsável desde 2022 pelos serviços de água e esgoto de 34 municípios do Baixo São Francisco, Agreste e Sertão do Estado, a concessionária Conasa Águas do Sertão orgulha-se de contar com 120 colaboradoras diretas em um time de 534, que juntos estão moldando um futuro mais sustentável e inclusivo.
“Apesar de ser um setor tradicionalmente muito associado ao perfil de trabalho masculino, a presença de mulheres na linha de frente está cada vez mais significativa, o que me deixa muito confiante no caminho que escolhi”, diz a diretora operacional da Conasa Águas do Sertão, Tatiane Aikawa, 40 anos. Formada em Engenharia Ambiental com ênfase em Saneamento pela PUC Campinas e com uma experiência de mais de 20 anos em operações de saneamento nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, a paulista lidera hoje todos os processos de eficiência da concessionária em Alagoas, sempre buscando inovações e práticas sustentáveis.
“Sinto-me motivada a inspirar e abrir portas para que mais mulheres alcancem cargos de liderança no setor, transformando-o em um espaço mais igualitário”, diz Tatiane. “Temos aqui mulheres com destaque em diversos campos, ocupando posições desde encanadoras até lideranças estratégicas”, completa.
A encanadora Gabriella Galvão, 23 anos, de Santana do Ipanema, é mais um exemplo dessa mudança de cenário no saneamento, integrando hoje as equipes do programa Mais Água, que está percorrendo todas as cidades atendidas pela Águas do Sertão para combater fraudes e perdas de água. “Ainda sinto que às vezes enfrento dúvidas de alguns homens ao meu redor, mas cada dia é uma oportunidade de comprovar minha capacidade de fazer a diferença”, diz.
Grazielly Alves, 30 anos, supervisora de Engenharia e Planejamento, de Maceió, destaca a importância do acolhimento em sua atuação. “Iniciei minha carreira em ambientes compostos apenas por homens, e o desafio foi garantir que meu conhecimento fosse respeitado.” Para Grazielly, ser uma mulher que faz é sinônimo de acreditar no próprio potencial e buscar realizar seus objetivos.
Por redação c/ assessoria
