O Ministério Público sustenta a acusação de tentativa de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e uso de veneno. O promotor de Justiça Antônio Vilas Boas reforçou que o crime foi premeditado, desmentindo a alegação da defesa de que a ação de Suzana teria sido impulsiva.

Segundo ele, Suzana não possui problemas mentais, mas sofre de “analgesia moral”, e estava plenamente ciente das consequências de seus atos. A acusada tentou minimizar sua relação com a mãe, alegando que nunca foi amada, algo contestado pelos familiares, que confirmaram o apoio contínuo da mãe. O laudo médico da vítima indicou intoxicação por inseticidas, corroborando a tese de tentativa de homicídio.

O promotor enfatizou que qualquer pena leve seria insuficiente diante da gravidade dos crimes e alertou que, caso o júri não a condenasse, estaria implicitamente validando a ação da ré, como se “fizesse muito bem”.

Ele também refutou a alegação de que Suzana teria apenas tentado “dar um susto” na mãe e fez referência ao julgamento futuro da morte dos filhos da acusada, dizendo: “Nos veremos em breve no julgamento da morte dos seus filhos”.

Fonte cadaminuto  foto crédito Ascom MP/AL