Se tivesse vivo o polivalente da cultura penedense Ernani Otacílio Mero completaria hoje, 99 anos.

Ernani Méro, nascido em em Penedo/AL  aos 15 de Janeiro de 1925, filho de  Osvaldo Méro e Áurea Octacílio Méro. Foi historiador, estatístico, músico,  compositor sacro, professor de música e história da arte, se imortalizando com mais de 15 trabalhos publicados.

Teve Ernani Méro as primeiras letras na Escola Vicente dos Reis, do Montepio dos Artistas, e na Escola Anchieta, em sua cidade natal. Mais tarde buscou formação religiosa no Convento dos Capuchinhos, em Maceió (1938), bem como, a partir de 1942, no Seminário Franciscano de Ipuarana, em Campina Grande (Paraíba). Retornou a Penedo em 1944, onde casaria com Nair Barros Méro, matrimônio de que lhe vieram cinco filhos: Osvaldo Méro, Carlos Méro, Marcos Méro, Ricardo Méro e Fátima Méro.

Fez o primeiro Curso Superior na Faculdade de Formação de Professores de Primeiro Grau, em Penedo (1974), vindo mais tarde a também ser graduado em Estudos Sociais (1976) pela Faculdade de Filosofia Ciência e Letras da Universidade Federal de Alagoas (1966).

Dedicando-se ao magistério de História Geral do Brasil e das Artes, lecionou, em Penedo, em diversos colégios e na Faculdade de Formação de Professores daquela cidade, bem como, em Maceió, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Centro de Estudos Superiores de Maceió – CESMAC – e no Seminário Arquidiocesano.

Integrou a Academia Alagoana de Letras (AAL), onde ocupou a Cadeira nº 34, o Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL), tendo assento na Cadeira nº 35, a Academia Penedense de Letras e a Academia Arapiraquense de Filosofia, Ciências e Letras. Foi também membro do Conselho Estadual de Cultura do Estado de Alagoas.

Além de haver dirigido o Departamento de Artes e Ciências de Alagoas (DAC) e de ter participado, como membro diretor, da Fundação Pierre Chalita, foi um dos instituidores da União Teatral dos Amadores de Penedo (UTAP) e da Faculdade de Formação de Professores de Penedo.

Pesquisador e historiador, deixou vasta obra sobre a história de Penedo e do Estado de Alagoas, bem como sobre a implantação e a evolução do barroco português em terras brasileiras e sobre a presença dos franciscanos em Alagoas. Compositor, inúmeras foram as criações que produziu, incluindo missas, cantatas, hinos e canções. Poeta, cantou, por excelência, a sua terra natal.

Obras

Por redação C/ Enciclopédia

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