“Quase todos os dias nos deparamos com as notícias de mulheres assassinadas, vítimas de seus companheiros, muitas vezes com históricos de relacionamentos abusivos. Quando um crime é cometido pelo fato da vítima ser do sexo feminino, ele é considerado “feminicídio”. A lei que considera esse tipo de crime hediondo, um agravante à pena, existe desde 2015. As situações devem envolver violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher. São crimes motivados por ódio ou sentimento de perda do controle e da propriedade sobre as mulheres.”
Segundo a OMS- Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo, quase sempre elas são vítimas de companheiros ou familiares.
“Entre as principais razões para o aumento dos feminicídios no estado, a ausência de orçamento público é o que mais salta aos olhos, marcadamente nos últimos três anos. Em 2019, o governo estadual executou pouco mais de R$ 32 mil em políticas para as mulheres”, revela nesta entrevista.
