Candidatura de JHC ao governo ganha força com “expectativa de vitória”

O prefeito de Maceió cresce no “vácuo” deixado pelos principais grupos políticos do Estado. Apontado como favorito numa eventual disputa ao governo em 2022, João Henrique Caldas (PSB) pode ser candidato a governador apenas dois anos depois de ter disputado a prefeitura da capital.

 

Nos bastidores, a discussão hoje é se ele terá ou não “coragem” de deixar a prefeitura. Publicamente JHC silencia. Nos bastidores, no entanto, tem conversado com políticos importantes até de grupos adversários sobre essa possibilidade.

 

Um interlocutor revelou ao blog que João Henrique quer saber o que parlamentares, prefeitos e vereadores pensam de uma eventual candidatura dele ao governo. E vai além. Sonda quem pode ficar com ele, quem pode formar as chapas majoritárias e proporcionais ao seu lado.

 

“Ninguém se nega a falar com o JHC hoje. A expectativa de poder ajuda demais o prefeito. Muitos deputados, prefeitos e vereadores acham que ele vai ganhar. E isso ajuda na montagem de palanques competitivos”, aponta o interlocutor.

 

JHC é o principal nome de um grupo que tem tamanho na política de Alagoas. Além da prefeitura da capital, que representa um terço da população de Alagoas, tem senador, deputados federais e estaduais.

 

Não é só. O prefeito também lidera as pesquisas hoje, o que tem ajudado a abrir conversas – e possibilidade de aliança – até mesmo com políticos que hoje estão nos grupos de Renan Filho (MDB), Arthur Lira (PP) e Marcelo Victor (SDD).

 

Pedras no caminho

 

A decisão de deixar a prefeitura e disputar o governo não será – apesar do cenário favorável hoje – fácil para JHC. Ele tem obstáculos fora e dentro de “casa”.

 

O candidato “natural” do grupo ao governo é Rodrigo Cunha (PSDB). O senador contratou marqueteiro e reforçou a assessoria de comunicação para tentar se viabilizar com candidato a sucessão de Renan Filho. Hoje chega a liderar pesquisas, ainda que em situação de empate técnico, quando o nome de JHC não aparece entre as opções.

 

Apesar da aprovação de sua gestão, o prefeito pode sofrer desgaste nos próximos meses, em função das dificuldades de caixa da prefeitura – que ele tem conseguido driblar com um atuação pessoal muito forte e um marketing inteligente.

 

O seu principal adversário hoje na política, o governador Renan Filho, segue bem avaliado, com muito recurso em caixa e ainda só deve decidir se deixa ou não o governo para disputar algum cargo em 22 no último minuto. A posição do governador pode, na avaliação de alguns analistas, um complicador para JHC.

 

Em tese, há quem acredite que JHC não deixa a prefeitura se Renan Filho ficar. Em tese. João Henrique tem conseguido surpreender a cada eleição. Até agora… Em 22, pode repetir Cícero Almeida e Rui Palmeira que deixaram o cavalo passar selado. Pode também se inspirar em João Dória que foi eleito governador de São Paulo, deixando o primeiro mandato de prefeito a capital pela metade. Nem o próprio JHC tem a resposta agora.

 

Pelo sim, pelo não, ele já começou a montar o palanque e já tem garantia de apoios “inesperados”. Mas essa é outra história.

Fonte: Edvaldo Junior

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