acina de Cuba contra coronavírus não existe

A informação de que Cuba desenvolveu uma vacina contra o novo coronavírus e enviou para a China é falsa. Fake news sobre o tema têm se propagado na internet nos últimos dias.

Na verdade, um dos medicamentos usados no tratamentos de infectados no país asiático, onde teve início a disseminação do vírus que causa a covid-19, foi o Interferon Alfa 2B.

O diretor de investigações biomédicas do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Cuba, Gerardo Guillen, ressalta que Cuba não tem a vacina contra a doença.

“As informações que circulam se referem ao Interferon, que é um produto terapêutico, que se utiliza para fortalecer a imunização geral, não é específico como as vacinas. Obter uma vacina levará um ano ou um ano e meio”, diz o especialista cubano ao ser questionado nas redes sociais.

Em entrevista a uma TV de seu país, Guillen explica a origem do medicamento. “É uma proteína do sistema imunológico dos seres humanos e tem a função especificamente neste caso de interferir na infecção viral ou de microorganismos patógenos em geral. Daí vem seu nome Interferon.”

O medicamento é usado em tratamentos como os de leucemia e hepatite.

Na manhã desta última quinta-feira (12), uma das pessoas que compartilharam a notícia foi o líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos. “Vacina contra o coronavírus utilizada na China foi produzida em Cuba. De tanto gritarem ?vai pra Cuba? acabarão indo todos”, afirmou em sua conta no Twitter.

No fim da tarde, entretanto, o político do PSOL publicou a correção: “O medicamento cubano utilizado com êxito contra o coronavírus na China não é uma vacina, mas sim um antiviral, voltado para tratamento, não prevenção. Algumas reportagens falaram indevidamente em vacina, induzindo ao erro.”

A OMS (Organização Mundial da Saúde) destaca que não há uma solução preventiva até o momento. “Não há vacina nem medicamento antiviral específico para prevenir ou tratar covid-19. No entanto, as pessoas afetadas devem receber cuidados para aliviar os sintomas. Pessoas com doenças graves devem ser hospitalizadas”, indica em seu site.

De acordo com o órgão, possíveis vacinas e alguns tratamentos medicamentosos específicos estão sob investigação. “Eles estão sendo testados por meio de ensaios clínicos. A OMS está coordenando esforços para desenvolver vacinas e medicamentos para prevenir e tratar”, afirma.

gazetaweb

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