Reforma da Previdência: Marx Beltrão assegura apoio a policiais e agentes penitenciários

O deputado federal Marx Beltrão se reuniu na manhã desta segunda-feira (15) com representantes de sindicatos de diversas categorias de policias e de agentes penitenciários de Alagoas. De acordo com as entidades sindicais, a meta do encontro foi solicitar apoio em relação ao necessário tratamento isonômico entre agentes penitenciários, policiais civis e federais para com as forças armadas, diante do projeto de Reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro. O deputado estadual Cabo Bebeto também participou da reunião.

“Vou defender esta causa em Brasília. Estes profissionais da segurança merecem aposentadoria digna, uma vez que arriscam suas vidas defendendo a sociedade, ganhando salários abaixo de suas necessidades e expostos a um trabalho intenso e algumas vezes letal, como frisei. Não é concebível o governo ofertar e manter privilégios às forças armadas e não considerar a importância dos policiais e agentes penitenciários para o Brasil”, afirmou Marx Beltrão.

Pela proposta do governo Jair Bolsonaro, para conseguir se aposentar os policiais civis, federais e agentes penitenciários precisarão ter, no mínimo, 55 anos – tanto homens quanto mulheres. O número é menor que a idade mínima do regime geral, com 62 anos para mulheres e 65 para homens. As novas regras desagradaram policiais em todo o país, uma vez que dificultam o acesso da categoria ao benefício da aposentadoria.

A crítica aumentou quando o governo enviou para o Congresso o projeto de reforma das forças armadas, sendo então acusado de privilegiar esta categoria. A Reforma das forças armadas aumenta as alíquotas de contribuição e estabelece um tempo mínimo de atividade, aumentando também as idades mínimas para transferência à reserva.

Em contrapartida, o Projeto cria um adicional de disponibilidade militar variável de 5% e 32%, e aumenta o adicional de habilitação, que é concedido para militares que se buscam capacitação. A proposta ainda aumenta o adicional por aperfeiçoamento de 20% para 45% e o adicional por altos estudos, de 30% para 73%.

“Certamente isto é algo sem sentido. Se todas as categorias precisarão se readequar à nova previdência proposta pelo governo, é inaceitável somente as forças armadas terem privilégios e benefícios. Vou atuar para que os policiais civis, rodoviários e agentes penitenciários, além de outros trabalhadores da segurança pública, tenham reconhecido o seu trabalho com aposentadoria justa e diferenciada” concluiu Marx.

 

cadamiunto

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