Boneca Raquel : como foi minha experiência com essa dita.

Minha experiência com esta dita, se passou lá pelos anos “1990 e uns”.
Nesta época eu ainda morava em Penedo, lembro-me da Raquel subindo o Beco do Carvão ( quem é da cidade sabe onde fica) ao som de uma banda de frevo ainda modesta, composta em sua maioria por moradores do bairro do Raimundinho e do próprio Beco.
Recordo que ao ouvi a “batucada da Raquel” , eu e meus amigos de infância e vizinhos Gilmar (in memoriam), Everaldo (in memoriam) e se não me engano, Rodrigo Lobo e Marcelo Lôbo também nos acompanhavam na farra de mela-mela com farinha de trigo, ovo cru e outros ingredientes que insistiam em grudar no corpo mesmo depois de um bom banho de bucha.(riso)
Pois bem, voltando a experiência:
Minha avó D. Alice (in memoriam) sempre me pedia para ficar longe da Raquel, e eu nunca entendia o motivo, afinal, o que uma boneca feita de tecido poderia me fazer de mal?
Mas como toda criança é “maluvida”, eu não seria diferente, aliás, eu acho que era surdo.(risos)
De posse desta informação, vocês caros amigos, já dever ter sacado o desfecho desta saga. Isso mesmo! Me aproximei da boneca e o pior, no exato momento em que ela rodava loucamente e pimba! Levei uma mãozada aparentada com coice de besta parida no pé do escutador, que depois dele não acertei nem o caminho de casa.
Depois de me recompor, voltei pra casa todo sujo e com a banda da cara latejando, ainda apanhei da minha mãe, para aprender a obedecer(risos)
Tive pesadelos com essa boneca por um bom tempo!!

 

Quinho Guimarães

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com