‘Não cuspo no prato que comi’, diz Haddad sobre se afastar de Lula no 2º turno

Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência da República, negou a possibilidade de se afastar do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva no 2º turno da corrida presidencial. Haddad enfrentará Jair Bolsonaro (PSL) nas urnas em 28 de outubro.

O candidato disse que Lula é um grande líder e foi o melhor presidente que o Brasil já teve, por isso não descarta conselhos do líder petista. As declarações foram dadas nesta 3ª feira (9.out.2018) em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul.

Fernando Haddad visita semanalmente o ex-presidente na sede da Polícia Federal de Curitiba, onde Lula está preso desde abril. Por isso, é frequentemente questionado se em 1 eventual governo receberá ordens de Lula para governar.

Eis o trecho em que a jornalista da rádio Guaíba situa o candidato sobre a situação e logo depois pergunta sobre o possível afastamento:

“Ao olhar de alguns, é excessiva a sua relação com o ex-presidente Lula. Eles entendem que isso sinaliza uma interdependência. O senador [Paulo] Paim, pelo que nós entendemos, entende que seria o momento de o senhor ir para as ruas fazer campanha e diminuir as visitas a Curitiba, o que o senhor acha disso?”, disse a jornalista.

Haddad respondeu: “Eu fui educado por um pai e uma mãe que me deram uma educação muito sólida. Eu não cuspo no prato que eu comi e jamais farei isso. Outra coisa é que eu não compartilho com injustiça, mesmo que eu fique sozinho. Se eu ficar sozinho defendendo uma posição justa é eu prefiro do que ficar com 100% defendendo uma posição injusta. Eu só cheguei ao 2º turno por defender a posição de Lula”.

Ainda durante a entrevista, Haddad atacou Bolsonaro e disse não acreditar em seu projeto de armar a população e retirar direitos. “Armado só com argumento”, defendeu.

O candidato do PT voltou a afirmar que Bolsonaro é um risco à democracia brasileira. Ao contar um trecho de sua conversa com o ex-presidente Lula desta 2ª feira (8.out) disse: “Ele [Lula] disse para eu seguir em frente e ganhar esta eleição porque o Bolsonaro é um risco para a democracia”.

Haddad ressaltou que todo mundo tem uma cota de responsabilidade sobre a democracia e a liberdade que estão “correndo perigo”.

msn

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