Cresce percentual de famílias alagoanas que vivem na linha da extrema pobreza

A quantidade de famílias que vivem na miséria cresceu 1% em Alagoas nos últimos quatro anos (2014 a 2017), conforme estudo feito pela Tendências Consultoria. O aumento no estado seguiu o ritmo brasileiro, onde em quase todas as unidades da Federação o percentual de pessoas na extrema pobreza teve aumento.

A situação é muito mais delicada na região Nordeste e em parte do Norte, de acordo com o levantamento. Sete estados nordestinos tiveram uma piora da situação, inclusive Alagoas.

No Nordeste e em parte do Norte, a situação é particularmente pior que em outras regiões, mostrou o levantamento da Tendências.

Bahia, Sergipe, Piauí foram os estados da região com o maior crescimento da pobreza extrema. No Maranhão, ela chegou a 12% em 2017, o pior resultado do país.

“O Nordeste era um destaque positivo de renda e consumo nos anos anteriores à crise, com peso grande de aposentadorias, do Bolsa Família e da folha de pagamento de servidores. Regiões mais dependentes dessa transferência de renda sofreram mais”, analisa o diretor da Tendências.

Pitoli aponta que, mesmo sem cortes de benefícios e programas sociais, a redução de gastos públicos afetou os projetos de investimento do governo e pegou em cheio a região.

O estudo ainda não levantou os dados de 2018, mas a expectativa, segundo Pitoli, é de uma melhora muito sensível na taxa de extrema pobreza no país, devido à lenta recuperação da economia.

Cresce percentual de famílias alagoanas que vivem na linda da extrema pobreza

FOTO: Dárcio Monteiro

Dados

A condição de extrema pobreza atinge pessoas com renda familiar per capita de até R$ 85 por mês, segundo a medição do governo.

Na média nacional, a miséria subiu para 4,8% da população em 2017, contra 3,2% em 2014. Nestes quatro anos, ela só não aumentou em dois dos 27 estados brasileiros, Tocantins e Paraíba.

Adriano Pitoli, diretor da Tendências, aponta uma forte correlação entre a crise econômica e a evolução da pobreza. “Não surpreende que os estados que mais sofreram com a recessão foram os que tiveram maior piora na pobreza extrema”, afirma.

O Acre foi o estado que mais teve um aumento da pobreza extrema entre 2014 e 2017, de 5,6%. Enquanto isso, estados do Sul e Sudeste estão entre os menos prejudicados pela crise, apesar da piora generalizada.

gazetaweb

*com G1

 

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