Somente 10 municípios de AL possuem plano de saneamento básico, diz IBGE

Apenas 10 dos 102 municípios alagoanos possuem plano de saneamento básico. O quadro alarmante foi divulgado nesta quarta-feira (19), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como parte de um levantamento da pesquisa de informações básicas dos municípios (Munic) sobre as políticas de saneamento básico nos 5570 municípios do País, feito no ano passado. Na época do levantamento, 35 municípios afirmaram que estavam elaborando seu próprio plano.

Ainda de acordo com a pesquisa, somente quatro municípios possuem um conselho municipal para tratar destas questões, sendo este um pré-requisito para o recebimento de recursos por parte do governo federal para investimentos na área; e 50 sequer possuem licença ambiental para o serviço.

Como consequência da falta de políticas relacionadas ao saneamento básico em todo o estado, mais da metade dos municípios já registrou algum quadro de endemia ou epidemia de alguma doença característica deste tipo de situação. A doença que mais atinge a população alagoana em virtude do descaso com o saneamento básico, segundo o IBGE, é a dengue, que lidera o ranking de epidemias e endemias em 48 municípios alagoanos.

Um dos principais entraves apresentados pelas prefeituras para a solução do problema da falta de saneamento é a complexidade existente para reformulação de toda a extensão das redes de tratamento e abastecimento de água e esgoto.

A pesquisa do IBGE não apresenta quais os municípios que estão em dia com a questão do saneamento básico, mas em Maceió, por exemplo, segundo a Companhia de Abastecimento de Alagoas (Casal), será necessário um investimento de R$ 470 milhões para regularizar toda a situação. O Riacho Salgadinho, um dos mais conhecidos da cidade – que hoje transformou-se em uma espécie de esgoto a céu aberto – é prova do descaso de anos com a questão.

À TV Gazeta, a prefeitura de Maceió informou que está elaborando um plano de revitalização do riacho e que a solução para o problema depende do saneamento de todas as áreas, e a maioria é de competência do estado – que, por sua vez, informou, através da Casal, que está ampliando as coletas de esgoto em Maceió.

No total, apenas 13 municípios possuem sistema de abastecimento de água completo; 11 possuem esgotamento sanitário e manejo de águas pluviais; e 15 possuem manejo de resíduos sólidos.

gazetaweb.globo

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