Petroleiros de Alagoas iniciam paralisação por tempo indeterminado

crise da área de combustíveis continua. Depois da greve dos caminhoneiros, que reivindicavam a diminuição no preço do diesel, agora é a vez dos petroleiros cruzarem os braços. A categoria iniciou nesta quarta-feira (30), uma paralisação.

A greve acontece por tempo indeterminado, mesmo com a multa de R$ 500 mil por dia aos sindicatos estipulada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Entre as reivindicações, está a destituição de Pedro Parente do comando da Petrobras e a luta contra a política de presos adotada pela estatal.

“Esses são alguns dos pontos da pauta, que tem caráter político na defesa da Petrobras e dos interesses nacionais. Defendemos a soberania nacional, o Fora Temer e o Fora Pedro Parente. Foi essa política de gestão de combustíveis que culminou nessa greve dos caminhoneiros”, disse, em entrevista à TV Mar, o dirigente Mário César.

Os petroleiros pedem a redução dos preços do gás de cozinha e de gasolina e diesel, entre outros, por meio de mudanças imediatas na política de reajuste de derivados da estatal. “O pessoal fica questionando os impostos. De fato eles são altos, mas é a política de preços o fator principal do aumento”, acrescenta o sindicalista.

Segundo ele, outro questionamento da manifestação é a privatização da Petrobras. “Se aumenta os combustíveis, se reduz a capacidade de produção das refinarias para priorizar os lucros do capital internacional e da bolsa de Nova Iorque. Esse é o modelo do Pedro Parente”, aponta. “É um programa de desenvestimento”.

Mário César destaca que o movimento já vinha sendo discutido antes do início da paralisação dos caminhoneiros e, por isso, apesar do momento pelo qual passa o país, foi mantido. A categoria está em estado de assembleia permanente e novas discussões devem definir os próximos passos da greve.

“Continuaremos com a greve conforme decisão das assembleias e apesar de decisão judicial contrária. É uma greve pacífica, que não teve a retenção de ninguém”, aponta ele sobre os trabalhos na refinaria da cidade do Pilar, onde a entrada de funcionários está liberada.

Ele acredita, porém, que o ato não vai penalizar a sociedade. “Em 2015, ficamos 23 dias parados e sociedade não sentiu os efeitos. Não queremos penalizar a sociedade, e sim defendê-la. Acho que elá está junto conosco, porque ninguém aguenta mais esses preços abusivos dos combustíveis”.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirma que não há risco de desabastecimento. “Os tanques das refinarias estão abarrotados de derivados de petróleo, em função dos protestos dos caminhoneiros”, disse, em comunicado divulgado na página da federação o coordenador geral José Maria Range.

gazetaweb

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