CHEFE DO MP NEGA TER TROCADO DISPUTA AO SENADO, POR VAGA NO TJ DE ALAGOAS

O recuo do procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, em sua tentativa de viabilizar uma candidatura a senador estimulou a divulgação de uma versão de que sua desistência da disputa eleitoral teria sido resultado de um eventual acordo para que o governador Renan Filho (MDB) o nomeasse como desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). Mas o atual chefe do Ministério Público de Alagoas (MP/AL) nega a negociação.

A decisão de Alfredo Gaspar de não renunciar à carreira no MP deu mais um abalo no grupo de opositores aos projetos de reeleição do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Mas o procurador-geral de Justiça garantiu ao Diário do Poder que não participou de negociação de cargo no TJ de Alagoas, e que sua decisão foi pessoal e por não ter obtido segurança para buscar realizar seu sonho de ser senador.

“Não sou homem para negociar nada com ninguém a respeito disso. Foi uma decisão pessoal, minha. Eu não encontrei segurança para arriscar a minha carreira, só por conta do meu sonho. Essas especulações… isso aí é para me desmerecer. Pode até plantarem isso. Mas meu coração sabe o quanto eu quis e tentei viabilizar esse caminho”, disse Alfredo Gaspar, ao Diário do Poder.

Alfredo Gaspar era uma das maiores ameaças à reeleição do senador Renan Calheiros. E ainda tem dez anos de carreira a cumprir dentro do Ministério Público de Alagoas. E as dificuldades para ter a segurança necessária para ser candidato dizem respeito à indefinição de uma chapa majoritária de oposição, que ainda não tem candidato a governador consolidado.

O procurador-geral de Justiça passou as últimas semanas conversando com líderes partidários e, principalmente, com o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB-AL), que alimenta expectativas de disputar o Governo de Alagoas, após o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB) abortar sua pré-candidatura contra a reeleição de Renan Filho.

Mas, se decidisse renunciar ao cargo, Alfredo Gaspar ficaria exposto às intempéries das articulações partidárias, durante os quase quatro meses que antecedem o prazo final para a formação das chapas, nas convenções partidárias que ocorrem entre 20 de julho e 05 de agosto.

O governador Renan Filho não quis comentar sobre o caso.

DIARIODOPODER

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