Ifal diz que 4 alunos jogaram substância em calouras no trote, mas 10 participaram

O Instituto Federal de Alagoas (Ifal) afirmou ao G1 nesta segunda-feira (19) que quatro alunos foram identificados como os que jogaram uma substância química em calouras durante um trote violento no Campus Maceió, mas que, ao todo, 10 alunos participaram direta ou indiretamente do ato. Duas calouras passaram mal e precisaram de atendimento médico.

Na última sexta (16), três calouras e um professor foram atingidos com uma substância conhecida como “Sangue do Diabo”, uma mistura de Hidróxido de Amônia, Etanol e Fenolftaleína.

A instituição explica que somente os quatro jogaram a substância, mas os outros planejaram o trote. Eles têm entre 17 e 20 anos. Os nomes dos responsáveis e das vítimas não foram divulgados.

Segundo o Ifal, a substância de cor avermelhada era apenas para provocar susto nos calouros, mudando de cor gradativamente, até desaparecer.

Não há informação médica da reação que a substância provocou nas duas que precisaram de socorro médico, mas o Ifal disse que uma delas foi atingida diretamente nos olhos e a outra na pele. A terceira caloura e o professor não tiveram reação.

A situação dos responsáveis está sendo analisada por um comissão formada por um professor, um pedagogo, psicólogo e assistente social.

Aos que jogaram a solução, cabe o risco de expulsão. A comissão analisa falta gravíssima por parte dos alunos, que no regimento consta “uso, transporte e guarda de armas e/ou materiais inflamáveis, explosivos ou de qualquer natureza que represente perigo para si e para a coletividade”.

“A situação dos que executaram sai no máximo em dois dias; os outros passarão por um processo de apuração mais aprofundada, por nível de gravidade. Eles podem ser expulsos, como transferidos ou suspensos”, afirmou a diretora do Ifal, Jeane Maria de Melo.

g1

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