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Avanço do mar já destruiu mais de 60% da costa alagoana

O cenário das praias de Alagoas, de Norte a Sul, se repete: devastador. Com o avanço do mar, entre entulhos e pouca esperança de restauração das barracas e residências à beira-mar, comerciantes e moradores das regiões litorâneas se viram como podem diante das incertezas e da força da natureza. Segundo o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), mais de 60% da costa alagoana está deteriorada e passa por um processo severo de erosão.

Durante mais de uma semana, equipes de reportagem da Gazeta de Alagoas percorreram o Estado de Norte a Sul para conversar com pescadores, comerciantes, ambulantes, banhistas, ambientalistas e responsáveis pela construção de muros de contenção.

Em Maceió, por exemplo, na Avenida Assis Chateaubriand, na Praia do Sobral, o mar avança, chega a pouco mais de 4cm do que restou da calçada, que foi destruída pela força das ondas.

O relato dos moradores é unânime: quando a maré está cheia, a água do mar bate no que restou da calçada e é jogada para a rua e, em muitas situações de ressaca do mar, a onda atinge os carros que passam pela via.

De acordo com o coordenador de gerenciamento costeiro do IMA, Ricardo César, todo o litoral da capital sofre com erosão. “Todo o litoral apresenta recuo e erosões devido ao avanço do mar, principalmente o Litoral Norte, até o Sauaçuy. Em alguns pontos, à medida que ocorre a erosão, vamos monitorando. Temos muro de contenção na Ponta Verde, na Jatiúca, no início da Pajuçara até o começo da Ponta Verde – antigo Alagoinhas e o Lopana”, afirma Ricardo César.

Em Marechal Deodoro, município da região metropolitana de Maceió, Litoral Sul de Alagoas, mais precisamente na Praia do Saco, a comerciante Maria Helena da Conceição espera o tempo passar para poder reconstruir a pequena barraca de onde tira o sustento dos filhos e dos netos.

“Tá com mais de 15 dias que tivemos uma ressaca, o mar avançou, derrubou uma barraquinha que eu tinha na areia e parte da estrutura do meu bar e restaurante. Infelizmente, no momento, não tenho condições de fazer uma reforma e nem posso sair do local, porque é o único sustento da minha casa”, desabafou a comerciante.

gazetaweb.globo

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