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Sindpol denuncia precariedade na delegacia de Igreja Nova

A diretoria do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) denunciou, nesta quarta-feira (18), a situação precária de funcionamento da delegacia do município de Igreja Nova. Entre os problemas verificados no prédio que abriga o 84º Distrito Policial estão o baixo efetivo, a ausência de viatura, a falta de higiene e a superlotação – dificuldade que o sindicato diz ter conseguido amenizar com a promessa de transferência de 11 dos 22 presos que se amontoam no local – entre eles, um menor de idade, contrariando recomendação do Ministério Público Estadual.

No comunicado à imprensa, o Sindpol lembra que a Promotoria de Justiça de Igreja Nova orientou que a delegacia não recebesse nenhum preso até que a capacidade máxima da carceragem – de nove pessoas – fosse respeitada.

Durante vistoria, o sindicato observou que a situação também põe a vida dos agentes em risco. “Sem uma viatura, o policial não pode fazer sequer um socorro de preso. Faltam sensibilidade e responsabilidade ao Governo do Estado”, desabafou o presidente do Sindpol, Ricardo Nazário.

Na delegacia, o dirigente também encontrou um rato morto na cozinha, deparando-se também com entulhos e vários materiais de apreensão, como carros e motos, tornando o ambiente de trabalho insalubre.

Ainda segundo o sindicato, devido ao baixo efetivo, os policiais civis lotados naquela delegacia passaram a contar com o apoio de um guarda municipal. “O Sindpol interveio junto à delegacia geral, solicitando a retirada dos presos e o aumento do efetivo na delegacia. Responderam-nos com a possibilidade de retirada de apenas três presos, o que, porém, não chegou a acontecer porque a equipe da delegacia não conseguiu remanejá-los”, revelou.

Esgoto a céu aberto foi um dos problemas constatados por sindicato

FOTO: Divulgação/Sindpol

 

Quanto à lotação de mais policiais civis, ainda segundo o Sindpol, a delegacia geral informou, na escala de plantão, nunca nenhum policial permanece sozinho na delegacia.

Por fim, o Sinpol informou que, após a inspeção, a Polícia Civil garantiu ao sindicato a transferência de mais oito presos, totalizando os 11 que devem deixar a carceragem da distrital, reduzindo, assim, o risco de fuga.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP), por sua vez, informou, através de sua assessoria, que não irá se manifestar a respeito das denúncias.

gazetaweb.globo.

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