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Parada segura: entenda a nova lei que permite desembarque de mulheres fora do ponto de ônibus

Sancionada pela Câmara Municipal de Maceió no dia 28 de setembro, a lei da parada segura trouxe um benefício para as mulheres. Em horários noturnos – a partir das 20h – as mulheres podem desembarcar em um lugar mais seguro, sem desvio de rota.

A reportagem do Cada Minuto conversou com a vereadora Tereza Nelma (PSDB), que é autora da lei, para tirar algumas dúvidas dos leitores sobre como funciona a parada segura que serve apenas para o desembarque.

De acordo com Tereza Nelma, ela foi procurada por um movimento de mulheres de Maceió para tratar sobre a falta de segurança. “Pesquisando na internet, encontrei a lei em São Paulo e vimos que várias capitais já estavam aderindo à mesma lei. Achei importante colocar em prática visto que, em alguns locais, no horário da noite, é mais esquisito e as mulheres sentem medo quando descem do coletivo”, contou.

A vereadora também explicou que assim que a mulher entrar no transporte, ela pode dizer ao motorista em que local vai descer ou apenas sinaliza – tocando a campanhia – para descer no lugar mais próximo da casa dela.

“Se for uma mulher só, por exemplo, ela pode entrar no coletivo e explicar ao motorista que quer descer uma esquina antes do ponto ou duas esquinas antes. Mas é importante ressaltar que o motorista não vai mudar o itinerário do ônibus”, explicou.

A vereadora também informou que deve fazer uma campanha nos pontos de ônibus, mas que a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) já colocou, em alguns coletivos, um aviso sobre a parada segura.

O que o Sindicato dos Rodoviários achou?

A diretora da mulher do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Alagoas (Sinttro/AL) Maria José Ferreira disse que a parada segura foi uma luta que o sindicato conseguiu junto com outras entidades. “A parada segura significa que as mulheres que trabalham a noite, que estão saindo das faculdades, escolas, trabalho, podem solicitar ao motorista que ele pare no ponto mais próximo de casa”, ressaltou.

A diretora também ressaltou que os motoristas estão cientes da lei e que já foi feita a divulgação dentro da empresa. “Lei tem que ser cumprida e o nosso próximo trabalho será sobre assédio nos ônibus que também é um problema dentro do coletivo”, finalizou.

Maria disse que os rodoviários aceitaram a lei e citou que alguns motoristas também já estavam parando em um local mais “seguro” para beneficiar as mulheres.

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