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Médico abusava de pacientes sob pretexto de realizar pesquisa, diz advogado

O advogado Welton Roberto concedeu entrevista à Gazetaweb, na tarde desta terça-feira (10), para relatar, com exclusividade, as denúncias feitas por seis mulheres supostamente abusadas por um clínico geral em um hospital particular de Maceió. Os casos foram registrados em setembro, mas os relatos dão conta de que os abusos aconteciam há mais de um ano. O Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal) vai instaurar uma sindicância para apurar as denúncias.

De acordo com Welton Roberto, uma das vítimas o procurou para descrever a “estranha” consulta a que teria sido submetida na unidade de saúde em questão. Segundo o advogado, ela teria ido ao hospital queixando-se de dores na garganta, mas o médico de plantão teria informado à paciente que precisava colher a secreção vaginal da mesma.

O objetivo, segundo o profissional, seria realizar uma pesquisa a fim de detectar a bactéria que poderia estar provocando o problema de saúde.

Confira o relato do advogado no vídeo abaixo:

Welton Roberto relata como médico abusava de paciente

Imagens: Rafael Maynart

Segundo Welton Roberto, a vítima, que também é advogada, contou que viu um relato muito parecido com o dela nas redes sociais, o que a motivou a procurar outras supostas vítimas do médico. Elas criaram um grupo no “Whatsapp”, por meio do qual começaram a debater a forma com que foram atendidas. E não demorou muito para chegarem à conclusão de que o modus operandi do clínico era o mesmo: masturbar a vítima até ela ter um orgasmo.

Welton ainda relatou que entre as vítimas está, inclusive, uma idosa de 60 anos de idade. À paciente, o médico teria orientado que se masturbasse diariamente, mesmo na ausência do marido.

“É de se estranhar um comportamento desse tipo, em se tratando de um médico que não possui especialidade. Além do mais, as queixas apresentadas pelas pacientes nada têm a ver com a região genital, já que, em muitos dos casos, elas se queixam de dores de garganta”, disse o advogado, que promete ingressar com uma ação por danos morais e materiais contra o profissional. “Algumas pacientes, inclusive, já estão se submetendo a tratamento psicológico, em razão de tamanho constrangimento”.

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