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Grupo de alagoanas orienta mulheres diagnosticadas com câncer de mama

Experiências pessoais transformadas em história de superação e assistência

A servidora pública Sandra Alves precisou mutilar o próprio corpo para sobreviver ao câncer. Diagnosticada em 2011, a doença descoberta por meio de autoexame causou a retirada da mama esquerda e o esvaziamento da axila durante cirurgia realizada em janeiro de 2012.

Passados mais de cinco anos, Sandra Alves expõe publicamente as marcas do tratamento, com foto publicada em outdoor, perfil pessoal Facebook e na página do Mulheres Guerreiras de Penedo, organização criada na cidade ribeirinha por mulheres diagnosticadas com câncer de mama.

“A princípio, nós criamos um grupo no Whatsapp para trocar informações e promover apoio mútuo”, resume Sandra Alves sobre o bate-papo virtual iniciado com cinco mulheres em 2015.

A ideia se expandiu e reúne atualmente 25 mulheres, inclusive residentes em outras cidades (Maceió, Boca da Mata e Jaramataia) que caminham juntas para formar a Associação de Apoio às Mulheres Com Câncer de Mama.

“A nossa intenção é ampliar a assistência, inclusive para as famílias das mulheres porque todas sofrem. Nós suportamos as dores físicas e espirituais, na carne, e os nossos familiares sentem os impactos causados pela impotência de não poder ajudar”, explica Sandra Alves, frisando ainda que a falta de informação é um mal a ser combatido.

“A informação sobre o diagnóstico do câncer ainda é vista como uma sentença de morte e sabemos que as chances de cura são maiores quanto mais cedo a doença for descoberta, inclusive com 100% de possibilidade de cura. Além disso, é impressionante como as pessoas não têm informações sobre seus direitos e nós estamos ajudando muitas mulheres nesse sentido, de orientar e assistir na medida do possível, por isso estamos formalizando nosso trabalho em uma associação”, explica Sandra Alves.

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. Em 2016, 57.960 casos foram registrados no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Por causa da doença, 14.206 mulheres morreram.

arapiraca.7segundos

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