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Situação financeira da Ufal preocupa a todos, diz presidente do Sintufal

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Davi Menezes, classificou como “muito preocupante” a situação financeira que a unidade acadêmica enfrenta após os cortes promovidos pela atual gestão. O alerta foi feito em entrevista à Rádio Gazeta AM, na tarde desta segunda-feira (3), quando o líder sindical afirmou que as dificuldades hoje observadas “tendem a aumentar, devido às consequências da emenda do teto de gastos”, aprovada pelo Congresso Nacional e promulgada em dezembro de 2016.

A edição deste final de semana da Gazeta de Alagoas revelou que o orçamento da universidade para este ano é de R$ 758 milhões, já com o contingenciamento de 17%, o que representa uma perda de R$ 23 milhões. De acordo com o presidente do Sintufal, o valor do corte evidencia “a situação preocupante em que o centro universitário se encontra, com cursos e vários setores, como os de pesquisa, necessitando de investimentos, sendo que não há recurso em caixa”.

“A situação é grave em Alagoas e em outros estados do país. Os recursos que foram cortados certamente farão falta no dia a dia, principalmente por se tratar de uma universidade de pequeno ou médio porte. É preciso chamar a atenção para esta realidade, para que possamos buscar soluções o quanto antes. Temos cursos que estão sofrendo com ausência de recursos, além de laboratórios que precisam de insumos. Falta dinheiro até para a compra de coisas básicas. Este é o nosso quadro atual e que pode se agravar ainda mais”, expôs ele.

Na oportunidade, o sindicalista também demonstrou preocupação com a possibilidade de a Ufal enfrentar situação semelhante à vivenciada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que encontra dificuldade para pagar servidores e terceirizados, o que resultou na paralisação de suas atividades. “Ninguém sabe como vai ficar porque, com o teto de gastos, os recursos para este período de 12 meses foram insuficientes. E a base orçamentária deste ano é a baliza para os demais. Por isso, continuamos a reagir contra o governo Temer, devido às propostas que nos retiram direitos”, colocou Menezes.

Além dos 17%, em maio passado, a Ufal sofreu outro contingenciamento, de R$ 14 milhões, embora o governo federal trate tal medida como “bloqueio orçamentário”, sem garantir, no entanto, uma futura recomposição. E apesar de haver uma promessa de suplementação orçamentária no segundo semestre, o cenário, reforça o Sintufal, permanece sombrio.

Como justificativa, o MEC alega que o contingenciamento de R$ 4 bilhões dos recursos federais destinados à educação é fruto da crise econômica, consequência também da queda na arrecadação de tributos.

 gazetaweb.globo

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