Santos busca ampliar valor de indenização como formador de Neymar; saiba como

O Santos quer ampliar seu percentual na participação como clube formador do atacante Neymar e, assim, ter direito a um valor maior do mecanismo de solidariedade para a hipótese de o jogador ser vendido pelo Barcelona – o PSG quer o astro da Seleção e se propõe a pagar a multa rescisória de € 222 milhões (cerca de R$ 805 milhões, na cotação da última quarta-feira). A negociação pode render uma indenização recorde ao Peixe.

A diretoria santista pretende comprovar que Neymar era atleta alvinegro entre os 12 e os 13 anos, período que não consta no passaporte desportivo do atleta – documento que a Fifa utiliza para distribuir o dinheiro de transferências aos formadores.

A omissão se explica por diferenças na legislação brasileira e no regulamento da Fifa. No Brasil, um jovem só pode ser registrado por um clube a partir dos 14 anos, enquanto o cálculo do mecanismo de solidariedade da Fifa parte dos 12 anos.

Neymar durante treino do Barcelona (Foto: AFP) Neymar durante treino do Barcelona (Foto: AFP)

Neymar durante treino do Barcelona (Foto: AFP)

A indenização de 5% do total de cada transferência é paga a cada um dos clubes que acolheu o jogador dos 12 aos 23 anos, com pesos diferentes: 0,25% em cada um dos quatro primeiros anos, e 0,5% em cada ano seguinte.

O Santos utilizará súmulas de campeonatos de base e comprovantes de pagamento de ajudas de custo a Neymar para comprovar que o atacante já estava na Vila Belmiro desde 2004, com 12 anos de idade. O clube considera que não terá dificuldades para isso.

Se tiver sucesso, ampliará em 0,5% seu direito sobre a indenização. Os cálculos santistas estimam um percentual que varia de 3,15% a 4%, no caso de Neymar. Assim, confirmada a transferência ao PSG pelos valores citados, ela pode render de R$ 25,3 milhões a R$ 32,2 milhões ao Santos.

A empresa Rede do Futebol, que realiza o monitoramento de transferências, tem um número um pouco diferente do percentual alvinegro: 3,27%, o que daria R$ 26,3 milhões ao Santos.

De qualquer forma, se Neymar se mudar para Paris com o pagamento da multa ao Barcelona, protagonizará a maior transferência da história que, por consequência, garantirá a seu clube formador um valor recorde de indenização pelo mecanismo de solidariedade.

A mais alta das previsões, de R$ 32,2 milhões, supera o que o Santos recebeu pela venda do atacante aos espanhóis, quando ele tinha 21 anos. Em 2013, o negócio foi fechado por € 17,1 milhões (R$ 49,6 milhões na cotação daquele momento), e o clube ficou com R$ 27,3 milhões – era dono de 55% dos direitos econômicos. Esse valor não considera a inflação no período e se refere apenas ao que foi pago pela transferência, já que Santos e Barcelona, à mesma época, assinaram outros contratos, como de preferência por três atletas (€ 7,9 milhões) e a realização de um amistoso entre as duas equipes no Brasil (€ 4,5 milhões), que ainda não se concretizou.

Esses acordos paralelos criaram atritos entre o Santos e os antigos parceiros, os fundos DIS e Teisa, já que só os € 17,1 milhões foram divididos entre os que detinham direitos econômicos de Neymar – 40% e 5%, respectivamente.

Amigos do atleta afirmaram ao GloboEsporte.com que o atacante balançou com a proposta francesa e que o Barcelona tenta convencê-lo a permanecer na Espanha. Todos, porém, negam que exista um acordo para que ele defenda o PSG a partir desta temporada.

globoesporte.globo

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