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Juro do cartão de crédito cai para o menor patamar em dois anos, diz BC

taxa média de juros do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas recuou para a menor taxa em dois anos, no patamar de 363,3% ao ano. Os dados são de maio, o segundo mês das novas regras da modalidade, informou o Banco Central nesta quarta-feira (28). A última vez que os juros ficaram abaixo deste patamar foi em maio de 2015, a 355% ao ano.
Em abril, os juros haviam caído de 490% para 422,5% ao ano. O mês de março foi o último antes das mudanças nas regras do cartão de crédito.
Pela nova regra, que começou a valer em abril, o rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte. Se na data do vencimento o cliente não tiver feito o pagamento total do valor da fatura, o restante terá que ser parcelado ou quitado
A expectativa do governo federal é que as medidas façam com que os juros do cartão caiam pela metade do patamar registrado na época em que as novas regras entraram em vigor, ou seja, para cerca de 245% ao ano. Mesmo com essa queda, a taxa de juros cobrada pelos bancos ainda seria muito elevada para padrões internacionais.
Já os juros anuais do cheque especial para pessoas físicas tiveram leve queda em maio, de 328% ao ano para 325%.
Juro bancário médio continua em queda
A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro caiu 1 ponto percentual em maio, ficando em 29,2% ao ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (28). A taxa média no crédito livre diminuiu 2,5 pontos percentuais no mês, alcançando 46,8% ao ano.
Para pessoas físicas, a taxa média do crédito manteve a trajetória de queda, atingindo 36,9% ao ano. No segmento livre, a taxa caiu 4,5 pontos percentuais no mês, para 63,8% ao ano. No segmento direcionado, a taxa de juros aumentou 0,7 pontos percentuais, atingindo 9,7% ao ano, destacando-se a elevação de 0,9 pontos percentuais em financiamentos imobiliários.
A queda dos juros bancários acontece em momento de recuo da Selic, a taxa básica de juros da economia, fixada pelo Banco Central, que influencia a chamada “taxa de captação” dos bancos, ou seja, quanto eles pagam pelos recursos.
Em sua última reunião, Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic de 11,25% para 10,25% ao ano. Foi o sexto corte seguido na taxa.
Taxa de inadimplência
A taxa de inadimplência (pagamentos atrasados há mais de 90 dias) atingiu 4% em maio, alta de 0,1 ponto percentual no mês. No crédito às famílias, a taxa também avançou 0,1 ponto, para 4,1% e, no segmento corporativo, 4%. No crédito livre, a inadimplência aumentou 0,2 ponto percentual no mês, alcançando 5,9%. O direcionado

Gazeta.globo

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