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Presidente Temer diz querer ajudar Alagoas e minimiza embates com Renan

Em entrevista ao Estadão, o presidente da República Michel Temer (PMDB) afirmou que quer ajudar Alagoas “assim como vem ajudando outros estados da Federação”. A declaração foi feita após a reação de entidades de classe contra as reformas trabalhista e previdenciária, com Temer fazendo questão de manter um discurso conciliador com o senador por Alagoas Renan Calheiros (PMDB), que vem reagindo às propostas, sob a alegação de que as mesmas prejudicam o trabalhador brasileiro.

Indagado sobre a postura de Renan Calheiros, que é líder da maior bancada (PMDB) no Senado Federal e crítico ferrenho das propostas do governo, Temer disse que vem conversando com o senador alagoano, ouvindo suas ponderações e discutindo os problemas do país. Na oportunidade, ele lembrou que “é bom ter o Renan por perto”, visto que, na opinião do presidente Temer, Renan Calheiros tem influência no Congresso Nacional. “Vamos ouvir as sugestões apresentadas pelo senador”, defendeu o presidente.

“Acho que vale a pena tê-lo por perto. É bom. Eu quero muito ajudar Alagoas porque o filho dele (Renan Filho) também é uma bela figura, assim como tenho ajudado outros Estados. Nós temos uma federação falsa, pois, os Estados têm uma autonomia pela metade. Vocês veem o que fizemos. Há mais de dois anos, pleiteavam a negociação das dívidas. Já na interinidade, chamei os governadores e os coloquei com o Meirelles [Henrique, ministro da Fazenda] para renegociarmos as dívidas. Com a repatriação, compartilhamos a multa com os Estados”, expressou o presidente ao Estadão.

“Desmonte do Estado”

Em abril, Renan Calheiros chegou a receber, em Brasília, representantes de mais de 50 entidades sindicais, solicitando que estas apresentem ao País propostas contendo concessões de ambos os lados. “É fundamental atualizar ou modificar as leis, mas estas reformas discutidas no Congresso não podem significar o desmonte do Estado democrático e social”, defendeu.

O líder peemedebista advertiu, ainda, que, do ponto de vista da reforma trabalhista, “sobrepor o legislado sobre o negociado num momento de recessão e de crise, desemprego e constrangimento, desmonta a própria capacidade de negociação do movimento sindical”.

gazetaweb.globo

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