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Que o MP observe a fala de Dantas sobre a auditoria folha da Assembleia. É grave!

Desde o início desta legislatura – ainda na Mesa Diretora passada, que também era presidida pelo deputado estadual Luiz Dantas (PMDB) – que a Casa de Tavares Bastos contratou uma auditoria na folha de servidores do parlamento estadual. Foi pago com o nosso dinheiro de contribuinte e o resultado, que deveria ser público, nunca foi apresentado para a sociedade alagoana.

De lá para cá, apenas promessas de divulgação. O leitor pode pesquisar e vai encontrar diversas matérias – inclusive feitas pelo CadaMinuto – em que a promessa de divulgação ficava na base do “é hoje, é amanhã!”.

Pois bem, a jornalista Vanessa Alencar foi cirúrgica ao indagar Luiz Dantas, no dia de hoje, 07, sobre o resultado desta auditoria. Alencar lembrou como tinha que ser lembrado. Afinal, não se pode deixar que algo tão sério caia no esquecimento.A pergunta foi dirigida ao presidente da Casa, Luiz Dantas. Ele respondeu o seguinte: “Algumas providências foram tomadas, mas, se fôssemos tomar as providências exigidas pela Fundação, não ficava um funcionário na Casa. Aí, tivemos que usar do bom senso e tomar uma posição mediana. Encaminhamos (o resultado) para Procuradoria avaliar, foi emitido parecer e nós tomamos algumas providências, reduzimos a folha significativamente, de forma que estamos convivendo com os parcos recursos que o Estado nos passa”.

Atenção para esta resposta, Ministério Público Estadual!

Que o MP perceba o seguinte: 1) o resultado da auditoria já é conhecido. Logo, não há razão para ainda não ter sido divulgado. Que se cobre isto; 2) Seria interessante que o MP solicitasse o resultado desta auditoria e se debruçasse sobre ele. É que segundo o próprio presidente da ALE, apesar de algumas providências terem sido tomadas, se fossem tomadas todas as exigidas pela Fundação, não ficava um funcionário da Casa. Então, a indagação aqui é: por qual razão não ficaria?

O MP ainda terá a oportunidade de cruzar as informações da auditoria com as que já possui e que foram entregues pelo deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB), quando este era deputado estadual e abriu a “caixa-preta” da Casa. Vale olhar a evolução para identificar o que mudou ou não.

Não se trata de querer punir os funcionários, mas saber os motivos de, historicamente, a atual Mesa e a Mesa Diretora passada terem sido coniventes com isto, sem que nunca – ao que se sabe! – tivessem buscado solucionar as supostas irregularidades. É sempre bom lembrar que a Mesa Diretora da legislatura passada também fez auditoria.

Todavia, há ainda outra indagação: conhecendo o histórico do parlamento estadual – e aqui relembro da Operação Taturana e sua Folha 108 e da “lista de ouro” – dá para confiar no “bom-senso” de Luiz Dantas e demais parlamentares da Mesa? É um cheque em branco!

Esta auditoria precisa ser apresentada à população. Dantas fala em redução da Folha. Então, que apresente os números. Afinal, pagamos R$ 1,5 milhões por esta auditoria.

Observe também a fala do ex-primeiro-secretário Isnaldo Bulhões (PMDB): “Essa estabilidade sempre foi questionada. Há algumas correntes diferentes, mas o questionamento é mais acentuado em relação aos que aqui chegaram por anuência (cedidos de um órgão para outro). Isso foi pauta até do STF, que declarou inconstitucionais as anunências, mas, a decisão retroage ou não? O que eu encontro de mais polêmico é isso”.

cadaminuto

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