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Facção gasta mais de R$ 1 milhão em túnel que seria usado para fuga no RS

A polícia estima que tenha sido gasto cerca de R$ 1 milhão para a construção de um túnel em direção à Cadeia Pública de Porto Alegre, novo nome do Presídio Central. A passagem foi descoberta nesta quarta-feira (22) após mais de três meses de investigação da Polícia Civil. Segundo a apuração, uma facção criminosa foi responsável pela obra.

“Coloca-se a compra da residência, o financiamento em turno integral de no mínimo oito funcionários, o bombeamento de água, equipamentos caros como ares-condicionados portáteis que colocaram no túnel, o uso de diversos carros, e se chega a R$ 1 milhão”, explica o delegado Rafael Pereira, da 3ª delegacia do Departamento de Investigações.

“Chamou-nos a atenção a estrutura, a iluminação completa do início ao fim do túnel. Nós estimamos ter ultrapassado 50 metros em direção ao presídio. E chama a atenção a estrutura montada, com ventiladores e recolhimento de areia”, completa o delegado.

No local, foram presos sete homens e uma mulher – quatro deles dentro do túnel. A polícia acredita que entre 200 a 1 mil detentos poderiam fugir do presídio.

“Primeiro sairiam lideranças, posteriormente sairiam integrantes de facção e logo após teria a saída de restante da facção”, complementa o delegado. Devido ao alto custo da obra, a polícia acredita que o grupo criminoso também estaria negociando a fuga de presos de outras facções.

A polícia sabia da construção do túnel desde novembro, mas esperou o momento certo para parar a construção. “Foram três meses de muita aflição”, observa o delegado Mario Souza.

Monitoramento

A polícia passou a monitorar o local, mas ficou preocupada com a intensificação dos trabalhos no túnel próximo ao carnaval.

“Filmamos um carro chegando com geladeira, fogão e sofá. E nós fizemos uma reunião urgente de equipe e chegamos a seguinte conclusão ‘quem investe mais, quer retorno mais rápido’. Se eles estão colocando geladeira e fogão para dentro aquele dia a dia de trabalho – que iniciava às 9h e acabava às 18h – provavelmente eles passariam a morar na casa e estariam se intensificando”, diz Pereira.

O chefe da Polícia Civil, Emerson Wendt, explica que um GPS orientava a escavação do túnel, que tinha passado de 50 metros de extensão. Faltaria em torno de 30 metros para que o túnel chegasse à Cadeia Pública, estima a polícia. Entretanto, o delegado Mario Souza garantiu que a passagem ainda não tinha transposto o muro do presídio.

gazetaweb.globo

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