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Alagoas: mais homicídios! É o sucesso do Estatuto do Desarmamento!

De acordo com os próprios dados do governo de Alagoas – Boletim Anual de Estatística Criminal da Secretaria de Segurança Pública – o número de homicídios registrados no Estado aumentou quando os anos de 2016 e 2015 são comparados.

Ao todo, o Boletim registrou 1875 casos. São 62 corpos a mais que no ano de 2015. Vale lembrar que um dos pontos fortes do governo de Renan Filho (PMDB) era ressaltar a queda dos casos de homicídio. Em 2014 foram registrados 69 mortos a menos que no ano anterior. Por isso todo o otimismo do governo em 2015, com uma série de propagandas sobre o assunto.

Naquele momento, este número foi motivo de propaganda positiva para o governo. Agora, o Estado tenta minimizar o aumento de 62 homicídios nas estatísticas. O fato é que Alagoas segue sendo um dos mais violentos estados em um país que bate recorde de homicídios, se aproximando dos 60 mil por ano.

E este é o país em que uma parcela de intelectuais não só apostam no êxito como atestam o sucesso do Estatuto do Desarmamento. Enquanto isto, as armas seguem nas mãos dos bandidos, que estão cada vez com armamento mais potente que sequer é utilizado pelas policias. Mas, o governador Renan Filho acredita que a solução passa apenas pela contratação de mais policiais, como afirmou em entrevista.

Pois, creditou o aumento do número de mortes aos casos do interior, afirmando que na capital diminuiu por esta ter mais policiamento. É claro que o policiamento é essencial à segurança pública, mas a polícia chega quando tudo falhou e, com bandidos cada vez mais armados e uma população cada vez mais desarmada, não será ela a garantir a segurança individual das pessoas nem vai prevenir crimes.

A prevenção inclui diversos fatores que passa sim por Educação e valores, mas passa também pelo respeito ao direito do individuo de portar arma de fogo para garantir a defesa de sua propriedade, estabelecimento e sua vida. Atualmente, os bandidos possuem a certeza de que encontrarão vítimas desarmadas, sem possibilidade de reação, e – em outros casos – podem se armar livremente para agir no tráfico de drogas, por exemplo. É que o Estatuto do Desarmamento não é lei para eles. Somos cordeiros entregues à ação da bandidagem.

E ninguém aqui defende que o armamento civil não tenha regramento. O projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional tem previsão disto. É o “pra hoje”. É hora de abandonar o politicamente correto e dar de cara com a realidade. O Estatuto do Desarmamento não trouxe benefício algum para o cidadão honesto, mas sim para a bandidagem. No mais, é uma falácia dizer que tal Estatuto evitou mortes. É que os “especialistas” adoram torturar estatísticas criando o índice de vidas salvas. Uma balela!

Em Alagoas já se quis até criar o discurso propício para a proibição das armas de brinquedo. Foi uma campanha – do Dia das Crianças – promovida pelo governo de Renan Filho. Por sinal, o pai do governador – o senador Renan Calheiros (PMDB) – é um dos baluartes do desarmamento civil neste país. Ajudou a engavetar a decisão popular proferida no referendo.

O fato é que em Alagoas temos a média de 5,12 assassinatos por dia. É até covardia jogar esta estatística apenas nas costas dos policiais, que não possui a mesma tecnologia do crime e ainda enfrenta uma série de limitações no exercício de sua atividade, desde o discurso politicamente correto que persegue muitos policiais que reagem à altura quando em confronto com a bandidagem até questões técnicas mesmo.

O fato que o governador destacou se dá em relação à capital alagoana. No ano passado, foram 566 homicídios. Neste ano, 529. Ora, se eu minimizo – como se deu na entrevista de Renan Filho ao G1 – os 62 a mais, como posso destacar os 37 a menos na capital? Não faz sentido. Independente do mínimo avanço ou mínimo recuo no número de mortes, o que temos é uma completa sensação de insegurança.

Esta foi a fala do governador ao avaliar os números: “Esse ano, nós tivemos uma redução da violência na capital e uma pequena oscilação no interior do estado, porque tem um efetivo menor no interior. Precisamos contratar mais policiais”. Uma declaração tímida. Bem diferente da dada em 2015, quando o chefe do Executivo era todo otimismo: “Estamos fazendo um trabalho integrado com foco e objetivo, por isso estamos tendo resultado. Priorizar a segurança e promover a pacificação da sociedade é muito importante para retirar o Estado dos postos mais violentos do país”.

A questão é que tal oscilação – como apontou agora Renan Filho – é justamente isto: uma oscilação que vai se manter enquanto o país não discutir mais a sério a questão. Por isto é aconselhável a leitura de John Lott, Joyce Lee, Fabrício Rebelo, Bene Barbosa e outros.  Quanto tempo ainda vamos demorar para perceber que nossos “especialistas” em discursos doces e sentimentalismo falharam?

E olhe que estamos falando de um governo que teve ações duras neste quesito e conseguiu sim resultados positivos. Não nego isto. Pois houve uma redução da criminalidade em roubos, assaltos etc. Por menor que seja, é significativo. Já elogiei o governador por isto. Mas é preciso pensar além.

cadaminuto

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