Polícia Federal cumpre mandado em Porto Calvo contra roubo de carga

O município de Porto Calvo é um dos alvos da Polícia Federal durante a Operação “Canto da Sereia” deflagrada nesta sexta-feira (09), com o objetivo de reprimir crimes de desvio e receptação de cargas realizados por organização criminosa em estados do nordeste brasileiro.

Além da cidade alagoana, os agentes da PF cumprem mandados em cinco estados: Sergipe, Bahia, São Paulo, Mato Grosso e Goiás. De acordo com a investigação, o  prejuízo com a subtração dessas mercadorias pode ultrapassar a cifra de R$ 15 milhões.

Mais de 300 policiais das duas instituições federais estão cumprindo 84 ordens judiciais expedidas pela justiça estadual de Sergipe, sendo 28 mandados de prisão preventiva, 7 mandados de prisão temporária e 49 mandados de busca e apreensão.

Em Alagoas uma pessoa foi presa na cidade de Porto Calvo. Segundo informações da assessoria de comunicação da PF, um comerciante de aproximadamente 39 foi preso e já está na carceragem da Polícia Federal no bairro de Jaraguá em Maceió. O delegado André Costa só irá se pronunciar sobre o assunto na próxima segunda-feira.

Desde a execução da Operação Subida da Torre (ação conjunta PF e PRF em dezembro de 2015), a conduta das quadrilhas que agiam na região sofreu modificações. Detectou-se que, apesar da diminuída prática de roubos reprimida pelas ações e policiamento ostensivo, vários desvios de cargas aconteceram no período nas BRs 101, 116 e 316, nas divisas entre os estados de Sergipe, Bahia, Alagoas e Pernambuco.

A ação do bando consistia em aliciar motoristas para que entregassem cargas de interesse da quadrilha e, em muitas vezes, a negociação era proposta pelo próprio motorista da carga, que oferecia a mercadoria aos aliciadores. Após a negociação, o motorista registrava ocorrência policial como roubo em outro estado, para dissimular e dificultar a investigação policial. A quadrilha movimentava estrutura de logística para transbordar, transportar, esconder e negociar a carga roubada junto a uma rede de receptadores, que comprava as mercadorias provenientes dos crimes para revender em seus estabelecimentos comerciais.

Em Sergipe, os mandados judiciais então sendo cumpridos nas de cidades de Aracaju, Cristinápolis, Itabaianinha, Umbaúba, Boquim, Nossa Senhora do Socorro, Estância e Tobias Barreto. Nos demais estados, as localidades são: Euclides da Cunha e Caldas do Jorro, na Bahia; Porto Calvo, em Alagoas; Taubaté, em São Paulo; Rondonópolis, em Mato Grosso; e Aparecida de Goiânia, em Goiás.

Os presos nas cidades sergipanas serão ouvidos na Superintendência da Polícia Federal em Sergipe e, posteriormente, encaminhados ao Presídio Estadual COPECAM. Os demais permaneceram no complexo prisional do respectivo estado.

Os autores, nas medidas de suas participações, responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude à licitação, advocacia administrativa, falsa comunicação de crime e de organização criminosa. As penas culminadas podem superar 700 anos de prisão.

*Com informações da Assessoria 

cadaminuto

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