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Célia Rocha termina carreira política com alto índice de rejeição

A prefeita de Arapiraca, Célia Rocha (PSL), que há pouco mais de seis anos era considerada um mito da política arapiraquense, está prestes a encerrar o seu terceiro mandato, amargando um altíssimo índice de rejeição popular.

Seu atual mandato, iniciado em janeiro de 2013, foi marcado pelos mais diversos tipos de problemas administrativos, que se acentuaram ainda mais com a forte crise financeira vivida pelas Prefeituras em todo o Brasil.

Há quem diga que seu calvário político foi iniciado no momento em que resolveu abandonar, na metade, o seu mandato de deputada federal para disputar a sucessão do ex-prefeito Luciano Barbosa (PMDB), que exerceu o cargo de 2005 à 2012.

Em 2010, após oito anos afastada da vida pública, Célia foi eleita com mais de 120 mil votos de confiança para representar Arapiraca e o Agreste na Câmara Federal. Naquele momento Célia atingia o auge de sua carreira política.

Pouco mais de um ano após tomar posse na Câmara Federal, Célia anunciou a possibilidade de desistir do cargo em Brasília para disputar, pela terceira vez, o cargo de prefeita de Arapiraca.

E assim o fez. Naquele momento, Célia começava a declinar sua carreira política, entrando em rota de colisão com o próprio prestígio construído ao longo dos dois mandatos como vereadora e mais dois como prefeita da segunda maior cidade do Estado de Alagoas.

Em outubro de 2012, numa disputa apertada com Rogério Teófilo (PSDB), Célia venceu as eleições, iniciando assim o seu pior momento político.

Demissões em massa, reajuste de 120% nos salários dos secretários, escândalos envolvendo secretários e quase nenhuma obra na cidade. E assim foram os quatro anos de sua gestão.

Com a popularidade despencando dia após dia e uma Prefeitura “desgovernada”, Célia jogou a toalha, anunciou que não disputaria a reeleição e que abandonaria a política devido a problemas de saúde.

A prefeita chegou a se afastar do cargo, assumindo o vice Yale Fernandes (PMDB), que chegou a ser cotado para ser o candidato da situação, mas acabou perdendo a vaga para o também pmdebista Ricardo Nezinho.

Após alguns meses fazendo tratamento em São Paulo, Célia retornou para Arapiraca e viu Nezinho perder para Rogério Teófilo por uma diferença de 259 votos, pondo fim aos vinte anos de alternância entre Célia, Luciano e Célia.

E agora, nos últimos dias de governo Célia enfrenta outro problema. A falta de dinheiro para pagar os servidores, até mesmo os efetivos. Mais demissões, protestos de servidores nas ruas e nos corredores do Centro Administrativo, serviços básicos comprometidos e muita insatisfação popular.

Esse é o drama vivido pela mulher que um dia foi considerada um dos maiores mitos da política alagoana. Um triste fim, uma dura realidade

minutoarapiraca

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