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Alemanha procura tunisiano suspeito de atacar feira de Natal em Berlim

A Polícia alemã procura um tunisiano após ter encontrado um documento de identidade no caminhão que atropelou uma multidão em uma feira natalina em Berlim, segundo reportagem da edição online da revista Der Spiegel nesta quarta-feira (21). No ataque de segunda-feira (19), reivindicado pelo Estado Islâmico, matou 12 pessoas e feriu 48.

A Reuters afirma, citando a revista alemã, que a polícia tenta localizar o dono de um documento de identidade encontrado sob o banco do motorista do caminhão. Embora não indique suas fontes, a reportagem diz que ele se chama Anis A. e nasceu em Tataouine, na Tunísia, em 1992. A polícia acredita que o homem usa nomes falsos.

Nesta manhã um outro suspeito foi preso, mas foi liberado em seguida, de acordo com a Reuters citando da mídia alemã.

O único suspeito preso pouco depois do ataque, um paquistanês de 23 anos registrado como demandante de asilo, foi liberado na terça-feira (20) à noite por falta de evidências contra ele, o que aumentou o alerta no país.

“Não podemos descartar que o autor esteja em fuga”, disse ao canal ZDF o ministro do Interior, Thomas de Maiziere, segundo a France Presse.

O chefe de polícia de Berlim, Klaus Kandt, anunciou um nível de alerta elevado e a ampliação das medidas de segurança. “Estamos em um caso em que talvez tenhamos um criminoso perigoso na região e isto, obviamente, deixa as pessoas nervosas”, disse Kandt.

Após a liberação do suspeito, Kandt afirmou ao canal ARD acreditar que “um ou mais” criminosos podem estar fugindo e que possivelmente estão armados.

Várias linhas de investigação

Na segunda-feira à noite, um caminhão com placa da Polônia avançou contra uma multidão em uma das feiras de Natal mais movimentadas de Berlim, arrastando todos os quiosques e visitantes que estavam em sua frente, de acordo com a France Presse.

O balanço do atentado é de 12 mortos e 48 feridos, sendo que 24 permanecem hospitalizados e 14 deles se encontram em estado crítico.

Seis mortos foram identificados como alemães, segundo a polícia, que prossegue com vários exames.

O grupo extremista Estado Islâmico afirmou que o autor cometeu o atentado “em resposta aos apelos para atacar os cidadãos dos países da coalizão internacional” que luta contra o grupo.

A tragédia de Berlim lembra o atentado de Nice em 14 de julho, também reivindicado pelo EI. Na cidade francesa, um caminhão matou 86 pessoas ao avançar contra uma multidão que celebrava o Dia da Bastilha, feriado nacional.

Até o momento não há evidências que provem que o autor tenha vínculos com o grupo e tampouco há um suspeito identificado.

De Maiziere disse que há várias linhas de investigação abertas, mas que “é necessário deixar que os serviços de segurança façam seu trabalho”. “Ninguém vai descansar até que o autor ou os autores sejam presos”, declarou ao canal público ARD.

Na cabine do caminhão foi encontrado o corpo de um cidadão polonês, assassinado com uma arma de fogo. As autoridades acreditam que era o motorista que trabalhava com o caminhão utilizado no ataque.

A chanceler Angela Merkel visitou na terça-feira o local do ataque e respeitou um minuto de silêncio.

O ataque aconteceu em um momento delicado para Merkel, que vai disputar um quarto mandato em 2017, mas que recebeu fortes críticas recentemente por sua decisão de abrir as fronteiras aos refugiados no ano passado.

A entrada de 890 mil refugiados polarizou o país e muitas vozes críticas da decisão da chanceler de receber os migrantes utilizaram como argumento os riscos para a segurança.

Após o ataque, os opositores denunciaram que a abertura de Merkel coloca o país em risco.

Marcus Pretzell do partido de direita Alternativa para Alemanha, que tem um discurso anti-imigração, afirmou que as vítimas de Berlim são “os mortos de Merkel”.

De Maiziere respondeu e chamou as acusações de “odiosas”, de acordo com o jornal Bild.

gazetaweb.globo

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