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Volante do CRB alega problemas de ereção após cair no antidoping

O dia cheio do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na quinta-feira não teve só decisões envolvendo clubes da Série A. Entre recursos, argumentos e explanações, uma história inusitada chamou a atenção. O CRB solicitou recurso voluntário ao Pleno para reduzir a pena do volante Olívio, que testou positivo no exame antidoping. O jogador alegou estar com disfunção erétil e utilizou um gel base de testosterona para aumentar a libido. Um erro de comunicação entre os departamentos médico e jurídico acabou fazendo com que o atleta fosse suspenso por um ano, punição mantida pela Primeira Comissão Disciplinar do STJD.

– O Olívio alegou que estava com disfunção erétil. Ele está no segundo casamento, querendo atender os anseios da esposa, querendo ter um filho e, com essas dificuldades, ele recorreu a um especialista, indicado por mim. O creme à base de testosterona foi passado para melhorar a libido dele. O uso foi suspenso pelo atleta, porque não deu o resultado esperado – declarou o médico do clube, Gilson Heleno Barbosa Silva.

O Pleno do STJD também apreciou explanação da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) e da Procuradoria para aumentar o tempo de punição para quatro anos – tempo máximo da pena -, o que também foi negado pelo STJD. O advogado Osvaldo Sestário, que defendeu os interesses do CRB no julgamento, corroborou com a explicação do profissional, explicando outros detalhes da decisão.

– O Olívio procurou o médico do clube. O médico disse para ele procurar um especialista. Lá, foi realizado um exame no atleta que constatou níveis baixos de testosterona. Foi receitado um gel base de testosterona. Só que, além de não ter dado o resultado esperado, o atleta não se sentiu satisfeito e interrompeu o uso. É importante frisar que ele comunicou ao departamento médico que estava usando o remédio. Infelizmente houve um equívoco e o departamento jurídico não foi informado. Entrei com um pedido de esclarecimento dos fatos. Ficou uma dúvida no júri se o atleta tinha admitido o uso. Ele assumiu a culpa – disse Sestário.

Após testar positivo para a substância IRMS no confronto com o Vasco, no dia 11 de maio, pela Copa do Brasil, Olívio recebeu uma suspensão preventiva de 30 dias. Passado o período da pena, o jogador voltou a integrar o time do CRB com um efeito suspensivo. Em outubro, o volante foi julgado pelo STJD e, por unanimidade, acabou suspenso por um ano.

– Ainda cabe recurso ao órgão internacional (Agência Mundial Antidoping) e cabe um embargo de declaração que será pedido agora – declarou Sestário após a decisão do júri.

gazetaweb.globo

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