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“Quem não gosta do MP não o conhece ou está fora da lei”, diz promotora em ato de desagravo

Membros da Associação do Ministério Público de Alagoas (Ampal) realizaram, nesta sexta-feira (04), no colégio João Paulo, em São José da Tapera, um ato de desagravo em favor do promotor de Justiça, Luiz Tenório, chamado de “marginal” durante um discurso do deputado estadual Olavo Calheiros (PMDB), na cidade de Monteirópolis.

Segundo a assessoria de Comunicação do Ministério Público, a presidente da Ampal e promotora de Justiça, Adilza de Feitas, destacou que o MP tem sofrido ataques de todos os lados e de todos os tipos, não só por seus erros, mas sim por seus acertos. “Há dois tipos de pessoas que não gostam do Ministério Público: os que não o conhecem e os que conhecem muito bem, os fora da lei”, frisou.

No dia 26 de setembro deste ano, a reportagem do CadaMinuto mostrou que, durante um comício do prefeito e candidato a reeleição de Monteirópolis, Elmo Medeiros (PMDB), Olavo disse textualmente que o promotor tem como prática extorquir prefeitos e autoridades. “Este promotor tem um filho que ele diz ser advogado, então ele chega para o prefeito e diz que se ele não quiser ser perseguido pela promotoria teria que arrumar uma consultoria para o filho dele”, disse Calheiros.

O deputado ainda chamou o promotor de marginal, vigarista, degenerado, aloprado, entre outros adjetivos. Disse também que o promotor devia estar preso: “Este promotor é um vigarista e nós haveremos de desmoralizá-lo”.

Durante o ato realizado na manhã de hoje, o procurador-geral de justiça, Sérgio Jucá, ressaltou que Luiz Tenório é uma referência não só para o Estado de Alagoas, mas também para todo o MP brasileiro. “Trata-se de um profissional exemplar, que nos orgulha por agir em defesa do povo dos municípios que formam as comarcas de São José da Tapera e Santana do Ipanema. Em nome da instituição, em nome de todos seus colegas, afirmo o orgulho que nós temos do senhor ser promotor de Justiça, nosso colega e um dos mais brilhantes integrantes do nosso Ministério Público”.

O caso

Em julho deste ano, o promotor Luiz Tenório denunciou Elmo Medeiros e mais 11 pessoas de cometerem ilícitos penais que somam um prejuízo de mais de R$ 2,5 milhões ao Município, entre os anos de 2013 e 2015, envolvendo contratos de locação de veículos e a aquisição de combustíveis. Na ocasião, o órgão ministerial pediu o afastamento de todos os acusados dos cargos que ocupam, bem como a prisão dos mesmos.

Ação contra o promotor

Em uma representação movida contra o promotor e protocolada na Corregedoria do MP em outubro, Elmo Medeiros afirma que Luiz Tenório chegou a lhe entregar cópias dos documentos pessoais do filho – comprovante de residência, CNH, Carteira de Advogado e dados bancários –  e fez a seguinte proposta: a contratação de Oscar Tenório em troca de ele (Luiz Tenório) fazer vistas grossas e deixar a gestão do prefeito em paz.

cadaminuto

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