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Presidente da Câmara dispara contra PEC 55: atos irresponsáveis e de corrupção

Os estudantes, professores e demais servidores públicos que lutam contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, que impõe limite aos gastos públicos durante os próximos 20 anos, ganharam mais um defensor de causa. O vereador e presidente da câmara, Kelmann Vieira fez duras críticas à tentativa do congresso nacional em punir a população, no que classifica como ato irresponsável e manutenção da corrupção.

Mesmo fazendo parte de uma classe política desgastada, Kelmann afirmou que foi pego de surpresa com a tramitação da PEC 55. “A cada dia a gente se surpreende. Quando  pensamos o congresso, nossos representantes lá em Brasília, já tenham tomado consciência de que o povo não aguenta mais tanta demagogia, aí somos pegos de surpresa. Não podemos depositar a irresponsabilidade desses gastos na população. Isso (manifestos) é fruto da população que não aguenta mais”, criticou.

Diante dos manifestos e da dúvida sobre a aprovação ou não da matéria, o vereador lamenta que milhões de pessoas e serviços estejam sendo prejudicados. “A gente fica triste, porque escolas estão fechadas, o Enem prejudicado. De certa forma, a gente não comunga com esse pensamento, mas a população às vezes precisa radicalizar, para que a classe política saiba que não pode fazer tudo e o povo fique na inércia, sofrendo com tudo o que está acontecendo”, disse.

Kelmann reforçou que entende o sentimento da população e criticou duramente o que considera “desmandos” de Brasília. “A população está indo as ruas, se manifestando. Já sofre demais com carga tributária, todos os desmandos em Brasília e agora querer conter os gastos, fruto da corrupção, falta de responsabilidade e sobrecarregar a população, é inacreditável. Certamente, acredito que com a pressão popular, o congresso terá de rever e essa medida, que não deve passar”, concluiu.

A PEC 55

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55 determina que o governo só poderá gastar, nas próximas duas décadas, o mesmo valor do ano anterior, corrigido pela inflação. O texto aprovado pelos senadores prevê a possibilidade de revisão da regra a partir do décimo ano em que estiver em vigor.

A matéria é polêmica e tem gerado discussão nos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, além das centenas de manifestos por todo o país, com escolas e repartições públicas sendo ocupadas, prejudicando inclusive a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que teve provas realizadas em novembro e outra parte acontecerá em dezembro.

             cadaminuto

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