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Kátia Born aponta “golpe” de JHC e deixa futuro em aberto no PSB

A polêmica envolvendo a atual presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Alagoas, Kátia Born e o deputado federal João Henrique Caldas, o JHC, que quer assumir o diretório, continua. Na manhã desta segunda-feira (28), a atual diretoria concedeu entrevista coletiva e apontou que o parlamentar tenta aplicar um “golpe” e que o futuro do partido no Estado fica em aberto.

A ex-prefeita de Maceió e, que atualmente não ocupa nenhum cargo oficial, mas ocupa a presidência do diretório estadual do PSB, não mediu palavras para classificar o objetivo de João Henrique Caldas. “É um golpe na executiva atual. A diretoria que foi eleita em 2014, deveria ficaria até outubro de 2017”, disse.

Questionada se sabia do interesse de JHC em assumir a presidência do partido, Kátia alega que o deputado mudou de posicionamento e surpreendeu a todos. “Quando ele entrou no partido, ele veio com essa condição (assumir o diretório municipal). O Carlos Siqueira (presidente nacional) me ligou, tivemos uma reunião e fomos conversar. Colocamos os argumentos que o partido estava se estruturando e era difícil uma pessoa que chegava de paraquedas, querendo tomar o partido. A nacional me manteve, disse que ele (JHC) ficaria na presidência municipal e logo após as eleições, ele foi a Brasília e cobrou que se não fosse presidente estadual, sairia do partido. Ele fez isso sem falar com ninguém, sem qualquer tipo de reunião. Realizamos uma reunião com prefeitos e vice-prefeitos e todos foram pegos de surpresa. A maioria não tem relação com o deputado JHC. Nesse período que ele está no partido, tentou mudar alguns diretórios, pessoas históricas e nós não aceitamos”, criticou.

Kátia esteve acompanhado de membros do diretório estadual, bem como a secretária nacional do partido, Maria de Jesus, que não mediu palavras para criticar João Henrique Caldas. “Em nenhum momento fomos comunicados. Isso é golpe. Não tem nada de democracia. Represento vários movimentos dentro do grupo, tenho um ótimo relacionamento com o presidente a nível nacional e o que relatam sobre mentiras da Kátia, isso sim é inverdade. Aonde Kátia Born for eu irei. Participei da campanha do JHC e considero que foi um estupro para os militantes. Não vou falar mais coisas porque tenho ética, e por isso não jogo merda no ventilador”, disparou.

Kátia Born ainda criticou a forma como o partido está sendo conduzido a nível nacional. “O PSB não é um partido de aluguel, embora nos últimos 12 meses, foram feitas intervenções no Ceará, no Acre, no Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro. Estamos percebendo que as decisões estão vindo de cima para baixo. O JHC foi uma indicação da presidência nacional. Se estão querendo colocar João Henrique porque tem mandato e eu não tenho, fica muito difícil de continuar com esse tipo de política.

Diante do exposto, Kátia Born afirmou que precisará de novas reuniões no âmbito estadual e também nacional, para decidir o seu futuro dentro do partido.

*Colaboradora

cadaminuto

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