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Jornalistas do RS estão entre vítimas de queda de avião da Chapecoense

Três jornalistas gaúchos morreram na queda de um avião na Colômbia, que levava a delegação do Chapecoense, na noite de segunda-feira (28). Ao todo, 21 jornalistas estavam no voo, mas apenas o catarinense Rafael Henzel, da rádio de Chapeco (em Santa Catarina), sobreviveu.

De acordo com as autoridades locais, as buscas pelos corpos foram encerradas. Foram seis sobreviventes e 71 mortos. As informações foram passadas por Carlos Iván Márquez, diretor geral da unidade de resgate local.

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Além do jornalista, cinco pessoas foram resgatadas com vida e continuam hospitalizadas: os jogadores Alan Ruschel, Neto e Jackson Follmann, o técnico da aeronave Erwin Tumiri e a comissária de bordo Ximena Suarez. O goleiro Danilo também tinha sido resgatado com vida, mas morreu no hospital.

Giovane Klein

Entre as vítimas, está o repórter Giovane Klein, de 28 anos. Natural de Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul, ele deixou a cidade em 2014 para trabalhar na RBS TV em Chapecó.

A mãe dele, Ilsa Klein, conta que o jornalista estava “muito feliz” com a profissão. “A profissão era o sonho dele, ele estava se realizando em tudo. Ele queria esporte. Esporte era a paixão dele”, disse Ilsa.

A namorada de Giovane, a repórter da RBS TV Isabella Fernandez, destacou ao G1 SC a sensibilidade e alegria dele, seja na televisão ou entre os amigos.

“Ele sempre foi um profissional muito sensível, muito brincalhão e trazia isso para as reportagens, por isso se destacava e era reconhecido nas ruas. E era sempre assim, gostava de brincar, fazia fotos engraçadas”, disse Isabella.

Laion Espíndula

Laion Espíndula, 29 anos, era repórter do GloboEsporte.com em Santa Catarina, onde era setorista do Chapecoense. A mãe de Laion Espíndula, Rosa Amélia de Espíndula, contou ao G1 SC que esteve com o filho pela última vez em 23 de outubro, quando o filho foi à Terra de Areia, no Rio Grande do Sul, para passar o aniversário.

“Ele era uma ‘casa cheia’. Ele sempre chegava sorrindo, brincando, falando. Era muito alegre. Assim que eu acho que ele gostaria de ser lembrado: como uma pessoa muito alegre”, disse Rosa.

Laion saiu da cidade natal e mudou-se para Porto Alegre no ensino médio, cidade onde também cursou o ensino superior em Jornalismo, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS). Trabalhou em Porto Alegre nos jornais O Sul e Correio do Povo e no Grupo RBS. E depois aceitou o desafio de deixar a capital gaúcha e mudar para Chapecó.

O pai da vítima irá para Medellín, acompanhado de um vizinho e um irmão, para reconhecer o corpo. A família pretende enterrá-lo na cidade natal.

Renan Agnolin

O outro jornalista gaúcho, vítima da queda do avião, é Renan Agnolin de 27 anos. Ele é natural de Erechim, no Norte do Rio Grande do Sul e, em 2007, mudou para Chapecó. Segundo parentes, futebol e jornalismo eram as duas paixões de Renan desde a infância.

Um primo, que fala em nome da família, havia conversado com Renan um dia antes da viagem e disse que o jornalista estava muito feliz e empolgado porque ele tinha um carinho especial pelo Chapecoense. Renan acompanhava o time desde quando estava na série D.

Os pais do jornalistas moram em Erechim e, após saberem do acidente, foram para Chapecó. O irmão de Renan, que mora em Itajaí, em Santa Catarina, também foi para Chapecó.

Entenda o caso

O avião da LaMia, matrícula CP2933, decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com destino a Medellín com a delegação do time, jornalistas e convidados.

Segundo a imprensa local, a aeronave perdeu contato com a torre de controle às 22h15 (1h15 na hora de Brasília), entre as cidades de La Ceja e Abejorral, e caiu ao se aproximar do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, perto de Medellín.

O Comitê de Operação de Emergência (COE) e a gerência do aeroporto informaram que a aeronave se declarou em emergência por falha técnica às 22h (local) entre as cidades de Ceja e La Unión.

Conforme as autoridades colombianas, a lista do voo tinha 81 nomes: 72 passageiros e 9 tripulantes.

No entanto, a relação inclui quatro pessoasque não embarcaram e estão vivas. Não há confirmação se outras pessoas embarcaram no lugar delas. Seis funcionários da Fox Sports, entre eles o ex-jogador e comentarista Mário Sérgio, estavam no avião.

O chefe da comunicação da Aeronáutica Civil colombiana, Uriel Bedoya, que visitou o local do acidente, confirmou por telefone ao G1 que o grupo de investigação já tem as duas caixas-pretas da aeronave.

As autoridades britânicas anunciaram o envio à Colômbia de três investigadores para analisar a cena do acidente – o avião da companhia boliviana LaMia foi fabricado pela British Aerospace.

 

g1

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