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Invencibilidade, informações e reforço: elos que unem Tite e Edgardo Bauza

Tite x Edgardo Bauza. Pela quarta vez, esses dois técnicos vão se enfrentar. Jamais foi tão importante. E olha que os outros jogos tiveram peso: dois pela Libertadores, quando Patón (apelido do argentino) treinava o San Lorenzo, e um clássico paulista entre Corinthians e São Paulo, no último Campeonato Paulista. Mas agora será num Brasil x Argentina.

Os números são altamente favoráveis ao brasileiro, que tem duas vitórias (San Lorenzo 0x1 Corinthians e Corinthians 2×0 São Paulo) e um empate (Corinthians 0x0 San Lorenzo). Invicto e sem ter sofrido gols, Tite foi um “bom anfitrião à distância” de Bauza quando o colega assumiu o comando do Tricolor paulista, no início deste ano.

Por telefone, Tite deu as boas vindas, desejou sorte, mas também havia uma “segunda intenção”. O Corinthians tinha interesse na contratação do meia Sebastián Blanco, que defende o San Lorenzo, equipe pela qual Bauza conquistou a Libertadores, em 2014, e deixou no fim de 2015 para comandar o São Paulo. O Timão chegou a oferecer 3 milhões de dólares, mas a diretoria do clube argentino recusou todas as propostas.

Em campo, o último encontro de Tite e Bauza ocorreu na Arena e Corinthians, no dia 14 de fevereiro de 2016. O jogo estava equilibrado até o zagueiro Lucão falhar, e o atacante Lucca abrir o placar. Por ironia do destino, Lucão, ex-zagueiro do Patón, chegou a ser chamado por Tite para integrar os treinos da seleção brasileira para os jogos contra Argentina e Peru, mas, por problemas pessoais, segundo a CBF, foi substituído por Nathan, do Atlético-MG.

Em junho, após o fracasso na Copa América Centenário, quando o Brasil foi eliminado na primeira fase, num grupo com Equador, Haiti e Peru, Dunga foi demitido e Tite contratado para seu lugar. Novo telefonema, então, para Bauza. O assunto, daquela vez, era o São Paulo.

Tite queria informações sobre jogadores “convocáveis”, como Rodrigo Caio, que está no atual grupo para os jogos contra Argentina e Peru, e Paulo Henrique Ganso, que estava no grupo da última Copa América. Ele também fez as sondagens iniciais para acompanhar treinos no CT do clube paulista. Não houve tempo. O vice-campeonato da Argentina no mesmo torneio continental e a crise na AFA, com a recusa dos principais candidatos, acabou levando Bauza do São Paulo para a seleção de seu país.

Nesta quinta-feira, ambos vivem situações bem diferentes. Tite está confortável na Seleção. Os ares de unanimidade que se reforçaram após quatro vitórias e 100% de aproveitamento em seu início de trajetória na CBF até preocupam. O técnico e sua comissão temem a reação ao primeiro revés ou à primeira instabilidade. Por enquanto, tudo navega em águas tranquilíssimas: o Brasil saiu da sexta posição para a liderança das eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Sexta posição, essa, agora ocupada pela Argentina de Bauza, que assumiu contestado, diante da expectativa por nomes de mais peso como Jorge Sampaoli, Diego Simeone ou Marcelo Bielsa, e só venceu um dos quatro jogos que disputou. Coincidência ou não, o único com Messi: 1 a 0 sobre o Uruguai. Depois, empates com Venezuela e Peru, e derrota para o Paraguai.

gazetaweb.globo

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