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Eleição da AMA se torna duelo entre PSDB e PMDB

Se o governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), acredita que a disputa pela presidência da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) ficará entre os prefeitos peemedebistas, o chefe do Executivo estadual faça suas articulações serem bastante proveitosas entre os aliados.

Após a vitória de dois tucanos de “peso” no último dia 02 de outubro, entenda-se os prefeitos Rui Palmeira (Maceió) e Rogério Teófilo (Arapiraca), o PSDB cresceu políticamente para perturbar o sono do governador e do senador Renan Calheiros.

 

Embora vários nomes tenham sidos lançados à AMA – Pauline Pereira (PSDB) de Campo Alegre; Jeannyne Beltrão (PRB) de Jequiá da Praia; Rosiana Beltrão (PMDB) de Feliz Deserto; Hugo Wanderley (PMDB) de Cacimbinhas; e Marcelo Lima (PMDB) de Quebrangulo – os tucanos com apenas dois prefeitos se tornam maior que todos os pré-candidatos juntos.

Além do mesmo grupo político, Rui Palmeira e Rogério Teófilo, (re) e eleitos prefeitos das duas maiores cidades do Estado, influenciarão políticamente e administrativamente na entidade. Basta analisar os repasses feitos pelos municípios associados e verificar quem “doa” mais para manter a entidade funcionando.

Essa é uma questão!

Por outro lado, a insistência dos peemedebistas e do próprio Renan Filho (apesar de mostrar “desinteresse” ao pleito) na busca por um nome de consenso que seja aliado ao Palácio República dos Palmares, fez – e faz agora mais do que nunca – os tucanos atentaram para o que pode vir a ser um problema em 2018.

Com o novo presidente da AMA em mãos, os prováveis candidatos da próxima eleição terão como articular uma disputa eleitoral menos combatível ao ter apoio da maioria dos gestores. Lembrem-se, portanto, de 2014 quando foi lançado o projeto “Alagoas: Realidade e Perspectivas”, servindo de palanque para Renan Filho.

Por conta dessas e tantas outras ingerências políticas dos Calheiros, os tucanos alagoanos acordaram – após vitórias nas urnas de 2016 – para entrar na “briga” pela cadeira de presidente da AMA.

Se Renans (pai e filho) querem um aliado do PMDB na AMA, Rui e Rogério também almejam que um  tucano entre nessa seara eleitoral. Há nomes já aprovado – via bastidores – pela turma do PSDB a ser lançado com o apoio de vários prefeitos do agreste, sertão e da região metropolitana de Maceió.

Contudo, se eleição dentro da AMA ficar nitidamente favorável aos Calheiros poderá, inclusive, ocorrer um “racha” até com a saída de alguns associados – o que prejudica financeiramente o andamento dos trabalhos da entidade que depende dos repasses.

“Rachar” a AMA, dividindo os prefeitos entre peemedebistas e tucanos, mostra que o duelo de caciques da política alagoana se torna uma briga de “faca e foice” – no bom sentido – com interesse na disputa de 2018 pelos102 municípios.

O resto é perfumaria.

Agora, se Renan vai lá, o PSDB também vai?

Será?

É esperar os desdobramentos e articulações dessa novela chamada presidência da AMA.

cadaminuto

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